UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é uma condição neuropsiquiátrica que afeta préescolares, crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo e apresenta como características uma diminuição na atenção e um padrão de impulsividade e hiperatividade aumentadas. Sobre o TDAH, assinalar a alternativa CORRETA:
TDAH → maior incidência em prematuros e filhos de mães com infecções gestacionais.
A etiologia do TDAH é multifatorial, com forte componente genético e ambiental. Fatores de risco perinatais como prematuridade e infecções maternas são reconhecidos por aumentar a incidência do transtorno.
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é uma condição neuropsiquiátrica prevalente que afeta milhões de pessoas globalmente, desde a infância até a vida adulta. Caracteriza-se por padrões persistentes de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interferem no funcionamento ou desenvolvimento. A compreensão de sua etiologia e fatores de risco é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia do TDAH é complexa e envolve disfunções em circuitos cerebrais que regulam a atenção, o controle de impulsos e a regulação emocional, com destaque para os sistemas dopaminérgico e noradrenérgico. Fatores genéticos desempenham um papel significativo, com alta herdabilidade. Além disso, fatores ambientais e perinatais, como prematuridade, baixo peso ao nascer, exposição a toxinas (álcool, nicotina) durante a gestação e infecções maternas, são reconhecidos por aumentar o risco de desenvolvimento do transtorno. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios do DSM-5, e o tratamento geralmente envolve uma abordagem multimodal, combinando farmacoterapia (estimulantes como anfetaminas e metilfenidato, que são agonistas dopaminérgicos e noradrenérgicos, não serotoninérgicos) e intervenções psicossociais. É importante desmistificar a ideia de que o TDAH é puramente ambiental ou que os sintomas desaparecem com a idade, pois muitos indivíduos persistem com sintomas na adolescência e vida adulta, necessitando de acompanhamento contínuo.
Os principais fatores de risco incluem predisposição genética, prematuridade, baixo peso ao nascer, exposição a toxinas durante a gestação e infecções maternas.
O TDAH é uma condição neuropsiquiátrica complexa com forte componente genético, mas também influenciada por fatores ambientais e perinatais.
Sim, embora o curso seja variável, os sintomas de TDAH persistem na adolescência e na vida adulta em uma parcela significativa dos indivíduos.
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