TDAH em Crianças: Diagnóstico, Sintomas e Impacto Escolar

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022

Enunciado

Escolar, sexo masculino, 10 anos, vem à consulta com o pediatra por dificuldades de relacionamento social na família e na escola. Mostra um desempenho escolar errático com alguns bons resultados mesclados com resultados ruins. A família recebe bilhetes da escola, quase diariamente, com queixas de que o paciente atrapalha o andamento da aula com piadas, conversas ou discussões. Segundo a mãe, o filho é bastante inteligente, mas vem deteriorando o seu desempenho ao longo dos anos com piora acentuada nas últimas séries do ensino fundamental. Não consegue se concentrar nos trabalhos e termina as tarefas muito rápido, com uma qualidade baixa. Frequentemente, perde o material necessário para fazer as lições de casa. De acordo com a família, isso sempre aconteceu, mas nos últimos anos os sintomas têm ficado mais significativos. Com base nessa história, o diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Distimia.
  2. B) Distúrbio de conduta. 
  3. C) Transtorno de humor bipolar
  4. D) Transtorno opositor- desafiador.
  5. E) Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade

Pérola Clínica

Escolar com desatenção, hiperatividade, impulsividade e prejuízo funcional em múltiplos ambientes → TDAH.

Resumo-Chave

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) manifesta-se por padrões persistentes de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interferem no funcionamento ou desenvolvimento. Os sintomas devem estar presentes em múltiplos ambientes (casa e escola) e causar prejuízo significativo, como o desempenho escolar errático e dificuldades sociais descritas no caso.

Contexto Educacional

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos neurodesenvolvimentais mais comuns na infância, afetando aproximadamente 5-10% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou desenvolvimento. É crucial para pediatras e residentes reconhecerem seus sinais precocemente, pois o TDAH impacta significativamente o desempenho acadêmico, as relações sociais e a autoestima da criança. A fisiopatologia do TDAH envolve disfunções em circuitos cerebrais que regulam a atenção, o controle de impulsos e a regulação da atividade, com desequilíbrios em neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, que exigem a presença de um número mínimo de sintomas de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade, com início antes dos 12 anos, persistência por pelo menos 6 meses, e prejuízo funcional em dois ou mais ambientes (ex: casa e escola). O tratamento do TDAH é multimodal, incluindo intervenções psicopedagógicas, terapia comportamental e, em muitos casos, medicação (estimulantes como metilfenidato ou não estimulantes). O acompanhamento deve ser contínuo, envolvendo a família, a escola e profissionais de saúde, visando melhorar a concentração, reduzir a impulsividade e hiperatividade, e otimizar o desenvolvimento global da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do TDAH em crianças?

Os principais sintomas são desatenção (dificuldade em manter o foco, esquecimento, não seguir instruções), hiperatividade (inquietude, correr/escalar excessivamente, falar muito) e impulsividade (interromper outros, dificuldade em esperar a vez).

Como o TDAH afeta o desempenho escolar de uma criança?

O TDAH pode levar a dificuldades de concentração nas tarefas, erros por descuido, dificuldade em organizar materiais, perda de objetos, e comportamento disruptivo em sala de aula, resultando em desempenho acadêmico inconsistente e problemas disciplinares.

Qual a diferença entre TDAH e Transtorno Opositor-Desafiador (TOD)?

Embora possam coexistir, o TDAH foca em desatenção/hiperatividade/impulsividade, enquanto o TOD é caracterizado por um padrão de humor irritável, comportamento desafiador e vingativo, sem necessariamente ter os sintomas primários do TDAH.

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