SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5a edição (DSM-5), quais são os critérios diagnósticos principais para o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) em crianças?
TDAH (DSM-5) → sintomas desatenção/hiperatividade-impulsividade + prejuízo ≥ 2 contextos.
O diagnóstico de TDAH pelo DSM-5 exige a presença de sintomas de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que persistam por pelo menos 6 meses e sejam inconsistentes com o nível de desenvolvimento. É crucial que esses sintomas causem prejuízo clinicamente significativo em pelo menos dois contextos diferentes (ex: escola e casa), diferenciando-o de comportamentos esperados para a idade.
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos neurodesenvolvimentais mais comuns na infância, afetando milhões de crianças e frequentemente persistindo na idade adulta. Caracteriza-se por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou desenvolvimento. A compreensão de seus critérios diagnósticos é fundamental para médicos residentes e estudantes, pois um diagnóstico precoce e preciso permite intervenções adequadas que podem melhorar significativamente o prognóstico e a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia do TDAH envolve disfunções em circuitos cerebrais que regulam a atenção, o controle de impulsos e a regulação da atividade, com forte componente genético. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição (DSM-5). Para suspeitar de TDAH, é essencial observar a presença de múltiplos sintomas de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade antes dos 12 anos de idade, que persistam por pelo menos 6 meses e que causem prejuízo significativo em pelo menos dois contextos distintos da vida da criança, como escola, casa ou interações sociais. O tratamento do TDAH é multimodal, envolvendo intervenções psicossociais (terapia cognitivo-comportamental, treinamento parental, adaptações escolares) e, em muitos casos, farmacoterapia (estimulantes como metilfenidato ou anfetaminas, ou não estimulantes como atomoxetina). O prognóstico varia, mas com manejo adequado, as crianças podem desenvolver estratégias eficazes para lidar com os desafios do transtorno. É importante descartar outras condições que possam mimetizar os sintomas do TDAH, como transtornos de ansiedade, depressão ou problemas de aprendizagem.
Os principais sintomas de TDAH em crianças incluem desatenção (dificuldade em manter o foco, esquecimento, desorganização) e hiperatividade-impulsividade (inquietude, dificuldade em esperar a vez, interrupção de outros).
O prejuízo em múltiplos contextos (ex: escola, casa, atividades sociais) é crucial porque garante que os sintomas não são situacionais e realmente afetam o funcionamento global da criança, sendo um critério diferenciador do DSM-5.
A diferença reside na intensidade, frequência e impacto dos sintomas. No TDAH, os sintomas são persistentes, mais graves do que o esperado para a idade e causam prejuízo significativo na vida diária da criança.
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