SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Trata-se de um transtorno constituído por sintomas que afetam funções motoras/sensoriais voluntárias, sugerindo etiologia neurológica, embora seja causado por fatores psicológicos. Costuma ser precedido por forte estresse emocional, apesar de não haver intencionalidade na produção de sintomas. Historicamente, já foi chamado de “Histeria”, termo em desuso hoje. A nomenclatura atual desse transtorno é
Transtorno Conversivo → sintomas neurológicos sem causa orgânica, precipitados por estresse, sem intencionalidade.
O Transtorno Conversivo (ou Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais) é caracterizado por sintomas motores ou sensoriais que sugerem uma condição neurológica, mas são inexplicáveis por uma doença médica e estão associados a fatores psicológicos, sem que o paciente produza os sintomas intencionalmente. Historicamente, era conhecido como 'Histeria'.
O Transtorno Conversivo, agora também conhecido como Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais no DSM-5, é uma condição psiquiátrica complexa onde os pacientes apresentam sintomas neurológicos (motores ou sensoriais) que não podem ser explicados por uma condição médica ou neurológica conhecida. Sua prevalência é variável, mas é mais comum em mulheres e em contextos de maior estresse ou trauma. A compreensão desse transtorno é crucial para evitar investigações médicas desnecessárias e direcionar o tratamento adequado. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva mecanismos psicológicos e neurobiológicos. Os sintomas, como paralisia, cegueira, convulsões psicogênicas não epilépticas ou distúrbios da marcha, são reais para o paciente e não são produzidos intencionalmente. Frequentemente, há um histórico de estresse emocional significativo ou trauma que precede o início dos sintomas, e a 'conversão' do conflito psicológico em sintoma físico é um conceito central. O diagnóstico é de exclusão, exigindo uma avaliação médica e neurológica completa para descartar causas orgânicas. O tratamento do Transtorno Conversivo é multidisciplinar, envolvendo psicoterapia (especialmente terapia cognitivo-comportamental), fisioterapia para sintomas motores, e, em alguns casos, farmacoterapia para comorbidades como ansiedade ou depressão. É fundamental estabelecer uma relação terapêutica de confiança, validando a experiência do paciente com os sintomas, ao mesmo tempo em que se explora a conexão com fatores psicossociais. O prognóstico varia, mas muitos pacientes podem ter melhora significativa com o tratamento adequado.
Os sintomas mais comuns afetam as funções motoras ou sensoriais voluntárias, como paralisia, cegueira, afonia, convulsões não epilépticas, tremores ou anestesia, sem uma causa neurológica identificável.
No Transtorno Conversivo, os sintomas não são produzidos intencionalmente pelo paciente. No Transtorno Factício, há produção intencional de sintomas físicos ou psicológicos para assumir o papel de doente, com um ganho primário.
O estresse emocional ou conflitos psicológicos são frequentemente identificados como fatores precipitantes para o início ou exacerbação dos sintomas do Transtorno Conversivo, embora o paciente não tenha consciência dessa ligação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo