UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2026
Mulher, 28 anos de idade, é atendida após episódio de uma semana de euforia, autoestima grandiosa, fala acelerada, redução da necessidade de sono, aumento da energia, ideias de investimento sem critério e comportamento de risco. O quadro levou a conflitos familiares e necessidade de afastamento do trabalho. Há dois anos, apresentou episódio depressivo de longa duração, com tristeza intensa, anedonia e insônia. Qual o diagnóstico mais provável?
Episódio maníaco (≥ 7 dias ou hospitalização) + prejuízo funcional = Transtorno Bipolar Tipo I.
O diagnóstico de Transtorno Bipolar Tipo I é definido pela ocorrência de ao menos um episódio maníaco franco, independentemente de episódios depressivos prévios, embora estes ocorram na maioria dos pacientes.
O Transtorno Bipolar Tipo I é uma condição crônica caracterizada por oscilações patológicas do humor. A fisiopatologia envolve desregulação de sistemas de neurotransmissores, como dopamina e glutamato, além de alterações em circuitos cortico-límbicos. O reconhecimento precoce da mania é crucial, pois o tratamento com antidepressivos em monoterapia pode precipitar a virada maníaca. O manejo padrão envolve estabilizadores de humor (Lítio, Valproato) e antipsicóticos atípicos.
A mania dura pelo menos uma semana (ou qualquer duração se houver hospitalização), causa prejuízo funcional grave, pode apresentar sintomas psicóticos e requer intervenção imediata. A hipomania dura pelo menos quatro dias, é uma mudança clara no funcionamento, mas não causa prejuízo social ou profissional grave, nem apresenta psicose.
Não. Pelos critérios do DSM-5 e CID-11, a ocorrência de um único episódio maníaco ao longo da vida é suficiente para o diagnóstico de Transtorno Bipolar Tipo I. Embora a vasta maioria dos pacientes apresente episódios depressivos, eles não são um requisito obrigatório para esta classificação específica.
Os sintomas incluem humor persistentemente elevado, expansivo ou irritável, aumento da energia ou atividade, autoestima inflada (grandiosidade), redução da necessidade de sono, logorreia (fala acelerada), fuga de ideias, distratibilidade e envolvimento excessivo em atividades com alto potencial de consequências dolorosas (comportamento de risco).
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