MedEvo Simulado — Prova 2026
Homem de 34 anos procura a UBS com queixa de "nervosismo", insônia inicial e dificuldade de concentração há 15 dias, iniciados após demissão do emprego onde trabalhava há 10 anos. Relata preocupação constante com as contas, mas mantém interesse em atividades prazerosas, bom apetite e não apresenta ideação suicida. Ao questionamento direto, reconhece que seus sintomas são proporcionais ao estressor vivido e que sente melhora quando está com a família. O exame do estado mental revela humor ansioso, mas com afeto modulado e congruente. Considerando a apresentação clínica e os critérios diagnósticos vigentes, assinale a alternativa correta:
Sintomas emocionais proporcionais a estressor identificável = Transtorno de Ajustamento.
O Transtorno de Ajustamento ocorre em resposta a um estressor identificável, com sintomas que não preenchem critérios para depressão maior ou TAG, exigindo suporte e reavaliação.
O Transtorno de Ajustamento é uma resposta mal-adaptativa a um estressor psicossocial identificável (como perda de emprego ou divórcio), manifestando-se em até 3 meses após o evento. Na Atenção Primária, é crucial diferenciar essa condição do luto normal e de transtornos mais graves como TAG ou Depressão Maior. O manejo foca na escuta qualificada, fortalecimento de redes de apoio e acompanhamento longitudinal, evitando a medicalização excessiva de sofrimentos reativos.
No Transtorno de Ajustamento, os sintomas surgem em resposta direta a um estressor e geralmente não preenchem todos os critérios de gravidade ou duração de um episódio depressivo maior. Além disso, o paciente costuma manter interesse em atividades e apresenta melhora quando afastado do estressor ou em ambientes de suporte, ao contrário da anedonia persistente e do humor deprimido onipresente da depressão maior.
O tratamento de escolha é a psicoterapia e o suporte psicossocial. Medicações como benzodiazepínicos ou hipnóticos podem ser usadas pontualmente para sintomas específicos como insônia grave ou ansiedade aguda incapacitante, mas não são a base do tratamento, que foca na adaptação ao estressor. Antidepressivos não são indicados de rotina a menos que o quadro evolua para um transtorno depressivo.
Recomenda-se reavaliação em 2 a 4 semanas na APS para monitorar a evolução dos sintomas e o risco de suicídio. Se os sintomas persistirem por mais de 6 meses após a cessação do estressor ou de suas consequências, o diagnóstico deve ser revisado para outras condições psiquiátricas crônicas.
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