CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Em seu novo consultório, o refrator de Greens é um modelo com cilindro +. Seu paciente traz um par de óculos antigo, de +1 ,00 DE -1,50 DC x 150" em cada lente. Transponha-as:
Transposição: Novo Esf = Esf + Cil; Inverte sinal do Cil; Eixo ± 90°.
A transposição permite converter prescrições entre cilindro positivo e negativo, mantendo o mesmo poder óptico final.
A transposição é uma habilidade básica, porém crítica, na prática oftalmológica. Ela permite a comunicação entre o médico, que pode preferir trabalhar com cilindros positivos para certas técnicas de refino (como o uso de cilindros cruzados de Jackson), e o óptico, que trabalha quase exclusivamente com cilindro negativo. A precisão no cálculo do novo eixo é vital, especialmente em astigmatismos elevados, onde um erro de poucos graus pode causar distorção visual significativa e intolerância aos óculos. O domínio dessa técnica evita erros de prescrição e retrabalho no consultório.
Para transpor uma lente esferocilíndrica: 1) O novo valor esférico é a soma algébrica do esférico original com o cilindro original. 2) O novo valor cilíndrico mantém o mesmo valor absoluto, mas com o sinal invertido. 3) O novo eixo deve ser girado em 90 graus (se o original for ≤ 90, some 90; se for > 90, subtraia 90). No exemplo (+1,00 -1,50 x 150°), temos: Novo Esf = +1,00 + (-1,50) = -0,50. Novo Cil = +1,50. Novo Eixo = 150 - 90 = 60°. Resultado: -0,50 +1,50 x 60°.
Historicamente, oftalmologistas e optometristas utilizam padrões diferentes. O refrator de Greens com cilindro positivo é comum em algumas escolas de oftalmologia, enquanto a maioria das lentes de óculos é fabricada e prescrita em cilindro negativo. A transposição é uma ferramenta matemática que garante que, independentemente do equipamento usado no exame, a lente final entregue ao paciente tenha o mesmo efeito refrativo.
O equivalente esférico é o poder dióptrico médio de uma lente esferocilíndrica. Ele é calculado somando-se o valor esférico a metade do valor cilíndrico (EE = Esf + Cil/2). Na transposição, o equivalente esférico permanece inalterado, o que prova que a potência óptica global da lente não mudou, apenas sua representação matemática.
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