UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Recém-nascido apresenta quadro de taquipneia e cianose nas primeiras horas de vida, não responsiva ao uso de oxigênio. Tal quadro corresponde mais frequentemente à:
Cianose neonatal precoce + taquipneia + não responsiva a O2 → suspeitar de cardiopatia congênita cianótica grave, como Transposição de Grandes Vasos (TGV).
A Transposição de Grandes Vasos (TGV) é a cardiopatia congênita cianótica mais comum que se manifesta nas primeiras horas de vida com cianose intensa e taquipneia, que não melhora com a administração de oxigênio. Isso ocorre porque há uma circulação em paralelo, onde o sangue oxigenado não chega à circulação sistêmica e o sangue desoxigenado não é oxigenado nos pulmões.
A Transposição de Grandes Vasos (TGV) é a cardiopatia congênita cianótica mais comum em recém-nascidos, caracterizada por uma conexão anômala dos grandes vasos com os ventrículos: a aorta emerge do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo. Essa anomalia resulta em duas circulações paralelas e independentes, onde o sangue oxigenado retorna aos pulmões e o sangue desoxigenado é bombeado para a circulação sistêmica, levando a uma hipoxemia grave. Os recém-nascidos com TGV tipicamente apresentam cianose central intensa e precoce, que se manifesta nas primeiras horas ou dias de vida e não melhora com a administração de oxigênio suplementar. A taquipneia também é um achado comum, refletindo a tentativa do corpo de compensar a hipoxemia. A sobrevivência desses bebês depende da presença de shunts que permitam a mistura de sangue oxigenado e desoxigenado, como o forame oval patente e o canal arterial patente. O diagnóstico é confirmado por ecocardiograma. A conduta inicial inclui a estabilização do paciente e a administração de prostaglandina E1 (PGE1) para manter a patência do canal arterial, o que melhora a mistura de sangue e a oxigenação sistêmica. Em alguns casos, pode ser necessária uma atriosseptostomia por balão (procedimento de Rashkind) para aumentar a mistura atrial. O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente a cirurgia de Jatene (switch arterial), realizada nas primeiras semanas de vida. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para o prognóstico desses pacientes.
Os principais sinais clínicos da TGV no recém-nascido são cianose central intensa e precoce, que não melhora com a administração de oxigênio, e taquipneia. Pode haver também sopro cardíaco, mas sua ausência não exclui o diagnóstico.
Na TGV, a aorta emerge do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo, criando duas circulações paralelas e independentes. O sangue oxigenado dos pulmões retorna ao ventrículo esquerdo e é novamente bombeado para os pulmões, enquanto o sangue desoxigenado do corpo retorna ao ventrículo direito e é bombeado para a circulação sistêmica. A mistura de sangue só ocorre através de shunts (forame oval, canal arterial), e a administração de oxigênio não consegue corrigir essa falha fundamental na circulação.
A conduta inicial em um RN com suspeita de TGV inclui estabilização hemodinâmica, administração de prostaglandina E1 (PGE1) para manter a patência do canal arterial e permitir a mistura de sangue, e encaminhamento urgente para um centro de referência para ecocardiograma e possível cirurgia corretiva.
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