CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Em qual das cardiopatias a seguir, pode ser observado hipoxemia grave:
Transposição de Grandes Artérias (TGA) → Cardiopatia cianótica grave com hipoxemia neonatal.
A Transposição de Grandes Artérias (TGA) é uma cardiopatia congênita cianótica caracterizada pela conexão invertida das grandes artérias aos ventrículos, resultando em duas circulações paralelas e hipoxemia grave. A sobrevivência depende da mistura de sangue entre as circulações (ex: PCA, CIV, CIA).
A Transposição de Grandes Artérias (TGA) é uma das cardiopatias congênitas cianóticas mais comuns e graves, responsável por hipoxemia severa no período neonatal. Caracteriza-se pela inversão da origem das grandes artérias: a aorta emerge do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo. Essa anomalia resulta em duas circulações sanguíneas paralelas e independentes, onde o sangue oxigenado retorna aos pulmões e o sangue desoxigenado é bombeado para o corpo, levando à cianose intensa e à hipoxemia. A fisiopatologia da TGA é crítica para entender a gravidade da condição. A sobrevivência do recém-nascido depende da existência de comunicações entre as duas circulações, como um forame oval patente (FOP), persistência do canal arterial (PCA) ou comunicação interventricular (CIV), que permitem a mistura de sangue e, consequentemente, algum grau de oxigenação sistêmica. Sem essa mistura, a hipoxemia é rapidamente fatal. O diagnóstico é frequentemente feito no período neonatal, com a presença de cianose que não responde à administração de oxigênio. O tratamento da TGA é uma emergência pediátrica. Inicialmente, pode-se usar prostaglandina E1 para manter o canal arterial patente e melhorar a mistura de sangue. A septostomia atrial por balão (procedimento de Rashkind) pode ser realizada para aumentar a comunicação interatrial. O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente a cirurgia de Jatene (switch arterial), realizada nas primeiras semanas de vida. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para o prognóstico desses pacientes.
Na TGA, a aorta nasce do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo, criando duas circulações paralelas. O sangue oxigenado não chega à circulação sistêmica, resultando em cianose e hipoxemia graves.
Recém-nascidos com TGA apresentam cianose intensa e progressiva desde as primeiras horas ou dias de vida, que não melhora com oxigenoterapia, e pode haver taquipneia e dificuldade de alimentação.
Além da TGA, outras cardiopatias cianóticas incluem Tetralogia de Fallot, Atresia Tricúspide, Anomalia de Ebstein grave, Tronco Arterioso e Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo.
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