ENARE/ENAMED — Prova 2021
Qual é a cardiopatia cianótica mais comum em recém-nascidos?
A Transposição de Grandes Artérias (TGA) é a cardiopatia cianótica mais comum em recém-nascidos.
A Transposição de Grandes Artérias (TGA) é a cardiopatia congênita cianótica mais comum em recém-nascidos, caracterizada pela inversão das conexões dos grandes vasos com os ventrículos (aorta sai do VD e artéria pulmonar do VE), criando dois circuitos circulatórios paralelos e incompatíveis com a vida sem shunts.
A Transposição de Grandes Artérias (TGA) é a cardiopatia congênita cianótica mais comum no período neonatal, representando uma emergência cardiológica. Caracteriza-se pela conexão anômala da aorta ao ventrículo direito e da artéria pulmonar ao ventrículo esquerdo, resultando em dois circuitos circulatórios paralelos e não comunicantes, levando à hipoxemia grave. A fisiopatologia da TGA resulta em sangue pobre em oxigênio sendo bombeado para a circulação sistêmica e sangue oxigenado recirculando para os pulmões. A sobrevivência do recém-nascido depende da presença de shunts que permitam a mistura sanguínea, como o forame oval patente e o ducto arterioso patente. O diagnóstico é feito por ecocardiograma. O manejo inicial inclui a infusão de Prostaglandina E1 para manter o ducto arterioso aberto, e pode ser necessária uma atriosseptostomia por balão (procedimento de Rashkind) para criar ou ampliar a comunicação interatrial. O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente o "switch arterial", realizado nas primeiras semanas de vida.
O principal sinal é a cianose grave e persistente que não melhora com a administração de oxigênio, geralmente presente desde as primeiras horas de vida. Pode haver taquipneia e, em alguns casos, sopro cardíaco.
O tratamento inicial visa manter a patência do ducto arterioso com infusão de Prostaglandina E1 para permitir a mistura sanguínea e melhorar a oxigenação. A atriosseptostomia por balão (Rashkind) pode ser realizada para aumentar a mistura atrial. O tratamento definitivo é cirúrgico (switch arterial).
A TGA é única por criar dois circuitos circulatórios paralelos. Diferente da Tetralogia de Fallot, que causa cianose por obstrução da via de saída do VD e CIV, a TGA apresenta cianose grave e precoce devido à falta de mistura sanguínea sistêmica e pulmonar.
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