HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Malformação cardíaca congênita na qual a aorta se origina inteiramente ou em grande parte do ventrículo direito e o tronco pulmonar inteiramente ou em grande parte do ventrículo esquerdo (discordância ventrículo- atrial), denomina-se (ELOSSAIS A. A, MARCIAL M. B. Cardiopatias Congênitas Complexas. In: GOFFI F. S. Técnica Cirúrgica – Bases Anatômicas, Fisiopatológicas e Técnicas Cirúrgicas. São Paulo: Atheneu, 2001)
TGA = Aorta VD, Pulmonar VE (discordância ventrículo-arterial) → circulação paralela, cianose grave.
A Transposição das Grandes Artérias (TGA) é uma cardiopatia congênita cianótica grave onde a aorta se origina do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo, criando duas circulações paralelas e incompatíveis com a vida sem shunts.
A Transposição das Grandes Artérias (TGA) é uma das cardiopatias congênitas cianóticas mais comuns e graves, representando uma emergência neonatal. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e intervenção rápidos para garantir a sobrevivência do recém-nascido. A TGA é caracterizada por uma discordância ventrículo-arterial, onde a aorta se origina do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo, ao contrário da anatomia normal. Fisiopatologicamente, essa anomalia cria duas circulações paralelas: o sangue oxigenado retorna dos pulmões para o átrio esquerdo, ventrículo esquerdo e, em seguida, para a artéria pulmonar, retornando aos pulmões. O sangue desoxigenado retorna do corpo para o átrio direito, ventrículo direito e, em seguida, para a aorta, retornando ao corpo. Essa configuração é incompatível com a vida a longo prazo, pois não há mistura adequada de sangue oxigenado e desoxigenado, resultando em cianose grave. A sobrevivência inicial depende da presença de shunts (como forame oval patente, ducto arterioso patente ou comunicação interventricular) que permitam alguma mistura sanguínea. O tratamento inicial envolve a manutenção da patência do ducto arterioso com Prostaglandina E1 e, se necessário, a atriosseptostomia por balão para aumentar a mistura atrial. O tratamento definitivo é cirúrgico, com a cirurgia de Jatene (switch arterial) sendo o procedimento de escolha, onde os grandes vasos são seccionados e reimplantados nos ventrículos corretos, restaurando a circulação fisiológica. O prognóstico é bom com diagnóstico e tratamento precoces.
Na TGA, a aorta se origina do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo, resultando em duas circulações paralelas. O sangue oxigenado circula apenas entre pulmões e VE, e o sangue desoxigenado entre o corpo e VD, causando cianose grave.
A TGA é uma emergência neonatal porque a sobrevivência depende da presença de shunts que permitam a mistura de sangue oxigenado e desoxigenado (ex: forame oval patente, ducto arterioso patente, CIV). Sem essa mistura, a cianose é profunda e rapidamente fatal.
O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente a cirurgia de Jatene (switch arterial), que reconecta a aorta e a artéria pulmonar aos seus respectivos ventrículos, restaurando a circulação normal. Prostaglandina E1 é usada para manter o ducto arterioso patente até a cirurgia.
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