Transposição das Grandes Artérias: Diagnóstico e Manejo Neonatal

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022

Enunciado

Recém nascido com 18 horas de vida, nascido de parto normal, sem intercorrências, Apgar:8/10, apresentando cianose central, sem melhora com suplementação de oxigenioterapia. Ao exame físico: Hipoativo, cianótico, taquipneico, hidratado, anictérico. Ap: mv +, sra FR: 70 ipm, sem desconforto respiratório SO₂: 68% AC: BCNF RCR 2t, sem sopros FC: 180 bpm PA: 65x40mmhg PCP:4 seg Abd: flácido, fígado 2 cm rcd SN: hipoativo, fontanela normotensa Sem edemas. Sem diferença de amplitude de pulsos em membros superiores e inferiores. Rx tórax: aumento do índice cardiotorácico com aumento da vascularização pulmonar. A silhueta cardíaca apresenta uma forma oval. Aguarda ecocardiograma. Dx:90 mg/dl Pré natal sem intercorrências. Sem rotura prematura de membranas. Líquido amnioico claro e com grumos. IG: 38 sem e 4 dias. Peso nascimento: 2,8 kg. Diante o exposto, o quadro clinico provável, bem como a medida clinica mais adequada devem ser:

Alternativas

  1. A) coarctaçao da aorta / cirurgia de urgência
  2. B) transposiçao das grandes artérias / Prostaglandina E1
  3. C) CIA / atrioseptoplastia
  4. D) sepse precoce / ampicilina + gentamicina
  5. E) bronquiolite / B2 inalatório

Pérola Clínica

RN cianótico refratário a O2 + Rx tórax com cardiomegalia e vascularização pulmonar aumentada + silhueta oval → TGA. Iniciar Prostaglandina E1.

Resumo-Chave

A Transposição das Grandes Artérias (TGA) é uma cardiopatia congênita cianótica grave que se manifesta precocemente com cianose central refratária ao oxigênio. O RX de tórax pode mostrar cardiomegalia e aumento da vascularização pulmonar, com a clássica 'silhueta em ovo deitado'. A manutenção da permeabilidade do ducto arterioso com Prostaglandina E1 é crucial para a sobrevida até a correção cirúrgica.

Contexto Educacional

A Transposição das Grandes Artérias (TGA) é uma das cardiopatias congênitas cianóticas mais comuns e graves, caracterizada pela inversão da origem da aorta e da artéria pulmonar. Isso resulta em dois circuitos circulatórios paralelos e não comunicantes, levando a cianose central grave e hipoxemia. O diagnóstico precoce e a intervenção imediata são cruciais para a sobrevida do recém-nascido. Clinicamente, a TGA manifesta-se nas primeiras horas ou dias de vida com cianose central que não melhora com a administração de oxigênio. O recém-nascido pode apresentar taquipneia, taquicardia e sinais de baixo débito cardíaco. O raio-X de tórax pode revelar cardiomegalia, aumento da vascularização pulmonar e a silhueta cardíaca clássica em 'ovo deitado' ou 'ovo na corda'. A ecocardiografia é o exame confirmatório. O manejo inicial da TGA é emergencial e visa estabilizar o paciente. A administração de Prostaglandina E1 é fundamental para manter a permeabilidade do ducto arterioso, permitindo a mistura de sangue e melhorando a oxigenação sistêmica. Outras medidas incluem suporte ventilatório e correção de acidose metabólica. O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente a cirurgia de Jatene (switch arterial), realizada nos primeiros dias de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de Transposição das Grandes Artérias (TGA) em um recém-nascido?

A TGA se manifesta com cianose central grave e refratária à oxigenioterapia, taquipneia, e pode haver sinais de insuficiência cardíaca. O exame físico pode revelar sopros, dependendo das associações.

Por que a Prostaglandina E1 é crucial no manejo da TGA?

A Prostaglandina E1 mantém a permeabilidade do ducto arterioso, permitindo a mistura de sangue oxigenado e desoxigenado, o que é vital para a sobrevida do RN com TGA até a cirurgia corretiva.

Como o raio-X de tórax pode auxiliar no diagnóstico da TGA?

O raio-X de tórax na TGA pode mostrar cardiomegalia, aumento da vascularização pulmonar e a clássica 'silhueta cardíaca em ovo deitado' ou 'ovo na corda', devido à posição dos grandes vasos.

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