Transposição das Grandes Artérias: Diagnóstico Neonatal

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026

Enunciado

Qual é a cardiopatia congênita cianótica mais comum diagnosticada no período neonatal?

Alternativas

  1. A) Tetralogia de Fallot.
  2. B) Transposição das grandes artérias.
  3. C) Atresia tricúspide.
  4. D) Comunicação interventricular grande.
  5. E) Anomalia de Ebstein.

Pérola Clínica

Cianose neonatal precoce + hiperfluxo pulmonar → Transposição das Grandes Artérias (TGA).

Resumo-Chave

A TGA é a cardiopatia cianótica mais comum no período neonatal. A sobrevivência depende da mistura de sangue através de shunts como o canal arterial ou comunicações atriais/ventriculares.

Contexto Educacional

A Transposição das Grandes Artérias (TGA) caracteriza-se pela origem da aorta no ventrículo direito e da artéria pulmonar no ventrículo esquerdo, criando dois circuitos isolados em paralelo. A sobrevivência depende de shunts como o canal arterial, CIA ou CIV. É uma emergência cardiológica neonatal que se manifesta com cianose refratária à oxigenoterapia. O manejo inicial foca na manutenção da patência do canal arterial com Prostaglandina E1 (Alprostadil). O diagnóstico é confirmado pelo ecocardiograma, que demonstra a discordância ventrículo-arterial. A compreensão da fisiopatologia é crucial para residentes, pois o tempo de intervenção cirúrgica impacta diretamente o prognóstico a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Por que a TGA é a mais comum no período neonatal?

Diferente da Tetralogia de Fallot, onde a obstrução ao fluxo pulmonar pode ser progressiva, a TGA apresenta uma circulação em paralelo que exige mistura imediata de sangue para a sobrevivência. Por causar cianose intensa e precoce logo após o fechamento do canal arterial, ela é a cardiopatia cianótica mais diagnosticada e sintomática nos primeiros dias de vida, exigindo intervenção rápida como a infusão de prostaglandina E1.

Qual a diferença entre TGA e Tetralogia de Fallot em provas?

A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia cianótica mais comum após o primeiro ano de vida e no cômputo geral das cardiopatias cianogênicas. No entanto, a TGA domina o cenário neonatal. Em termos radiológicos, a TGA apresenta o clássico 'coração em ovo' com mediastino estreito, enquanto a Fallot apresenta o 'coração em tamanco' devido à hipertrofia do ventrículo direito.

Qual o tratamento definitivo para a TGA?

O tratamento de escolha é a cirurgia de Jatene (transposição arterial), idealmente realizada nas primeiras duas semanas de vida, antes que o ventrículo esquerdo perca sua massa muscular e capacidade de sustentar a circulação sistêmica. Antes da cirurgia, pode ser necessária a septostomia de Rashkind para melhorar a mistura de sangue atrial.

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