MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um recém-nascido a termo, sem intercorrências no pré-natal, apresenta cianose central progressiva e persistente nas primeiras 2 horas de vida, sem sinais de desconforto respiratório grave. Ao exame físico, o precórdio é hiperdinâmico, e a segunda bulha (B2) é única e hiperfonética; não são auscultados sopros significativos. O teste de hiperóxia (oferta de O2 a 100%) não resulta em aumento da saturação arterial de oxigênio. O ecocardiograma confirma que os grandes vasos emergem dos ventrículos de forma discordante: a aorta posiciona-se anterior e à direita, originando-se do ventrículo direito, enquanto a artéria pulmonar origina-se do ventrículo esquerdo. Com base na embriologia cardiovascular, o defeito fundamental que originou essa patologia é a falha na:
Cianose neonatal intensa que não melhora com oxigênio (teste de hiperóxia negativo) e sem desconforto respiratório clássico deve sempre levantar a suspeita de Transposição das Grandes Artérias.
A Transposição das Grandes Artérias (TGA) é a cardiopatia cianótica mais comum no período neonatal imediato. Nela, a aorta nasce do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo, criando duas circulações independentes (em paralelo). A sobrevivência depende da presença de comunicações como o canal arterial, forame oval ou CIV. Do ponto de vista embriológico, o bulbo cardíaco e o tronco arterioso são divididos pelo septo aorticopulmonar. Normalmente, este septo sofre uma espiralização de 180 graus. Na TGA, o septo cresce de forma reta, sem espiralizar, o que posiciona a aorta anteriormente à direita, conectada ao ventrículo direito. O quadro clínico é de cianose intensa logo após o nascimento, sem melhora com oxigênio (teste de hiperóxia negativo). O manejo inicial foca em garantir a mistura sanguínea (PGE1 e Rashkind) até a correção cirúrgica definitiva, geralmente a cirurgia de Jatene (inversão arterial), realizada idealmente nas primeiras semanas de vida.
Porque o problema é anatômico (circulação em paralelo). O oxigênio chega aos pulmões, mas esse sangue oxigenado não consegue chegar à circulação sistêmica de forma eficiente.
A sobrevivência depende da mistura de sangue através de shunts naturais como o Forame Oval Patente ou o Canal Arterial.
Elas derivam principalmente das células da crista neural, que migram para o trato de saída do coração.
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