UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
RN de 33 semanas com peso de 1400 g, que nasceu assistido em maternidade de nível secundário, evolui com desconforto respiratório. Exame físico com 6 horas de vida: estável em CPAP nasal com 50% de oxigênio, SatO₂: 90%, T: 36 ºC, HGT: 25 mg/dL.Em relação ao transporte desse RN, é correto afirmar:
Transporte neonatal: Estabilizar RN + vaga + consentimento materno antes da transferência.
O transporte neonatal seguro é fundamental para recém-nascidos prematuros ou com patologias. Antes de qualquer transferência, é imperativo estabilizar o paciente (corrigir hipoglicemia, manter temperatura, otimizar suporte respiratório), garantir a existência de vaga em uma unidade de maior complexidade e obter o consentimento informado dos pais ou responsáveis. A estabilização minimiza riscos durante o trajeto.
O transporte neonatal é um procedimento complexo e de alto risco, especialmente para recém-nascidos prematuros ou com condições clínicas instáveis, como o desconforto respiratório e a hipoglicemia apresentados no caso. A decisão de transferir um RN deve ser cuidadosamente avaliada, considerando a necessidade de recursos especializados que não estão disponíveis na maternidade de origem. Antes de iniciar o transporte, a estabilização do recém-nascido é a prioridade máxima. Isso inclui a manutenção da temperatura corporal (evitar hipotermia), correção de distúrbios metabólicos como a hipoglicemia (HGT de 25 mg/dL é crítico e deve ser corrigido imediatamente), e otimização do suporte respiratório. O uso de CPAP nasal com 50% de oxigênio e SatO₂ de 90% indica que o RN ainda necessita de suporte, mas está relativamente estável para iniciar a preparação para o transporte. Além da estabilização clínica, aspectos logísticos e éticos são indispensáveis. É fundamental solicitar e confirmar a existência de vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) de nível terciário, que possua os recursos necessários para o cuidado do RN. O consentimento informado dos pais ou responsáveis também é obrigatório, garantindo que eles compreendam a necessidade e os riscos da transferência. A transferência sem estabilização ou sem vaga confirmada pode comprometer gravemente o prognóstico do paciente.
Os principais passos incluem manter a temperatura corporal, corrigir hipoglicemia, otimizar a ventilação e oxigenação, e estabilizar a hemodinâmica, se necessário.
O consentimento materno é um requisito legal e ético, garantindo que os pais estejam cientes dos riscos e benefícios da transferência e concordem com o plano de cuidado.
Um RN com desconforto respiratório que necessite de cuidados de maior complexidade, como ventilação mecânica avançada ou surfactante, e que não possa ser adequadamente manejado no serviço atual, deve ser transferido após estabilização e garantia de vaga.
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