Transporte Inter-hospitalar: Resolução CFM e Segurança

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2018

Enunciado

Segundo a RESOLUÇÃO CFM nº 1.672/2003 que dispõe sobre o transporte Inter hospitalar de pacientes:

Alternativas

  1. A) O hospital previamente estabelecido como referência somente pode negar atendimento aos casos que extrapolem a sua capacidade de leitos.
  2. B) Pacientes com risco de vida não podem ser removidos sem a prévia realização de diagnóstico médico, exceto em extrema urgência.
  3. C) Pacientes graves ou de risco devem ser removidos acompanhados de equipe composta por tripulação mínima de um médico, um profissional de enfermagem e motorista, em ambulância de suporte avançado.
  4. D) Todo paciente removido deve ser acompanhado por relatório completo, legível e assinado (com número do CRM), que retornará devidamente assinado pelo médico receptor.

Pérola Clínica

Transporte inter-hospitalar de pacientes graves → equipe mínima: médico, enfermeiro, motorista em ambulância de suporte avançado (USA).

Resumo-Chave

A Resolução CFM nº 1.672/2003 estabelece diretrizes claras para o transporte inter-hospitalar, sendo fundamental que pacientes graves ou de risco sejam acompanhados por uma equipe completa e em ambulância adequada para garantir a segurança e a continuidade do cuidado.

Contexto Educacional

O transporte inter-hospitalar de pacientes é um procedimento complexo que exige planejamento e recursos adequados para garantir a segurança e a estabilidade clínica do paciente. A Resolução CFM nº 1.672/2003 é o principal marco regulatório no Brasil, estabelecendo as condições mínimas para a realização dessas remoções, visando a proteção do paciente e a responsabilidade dos profissionais envolvidos. Para pacientes graves ou de risco, a resolução é categórica ao exigir uma ambulância de suporte avançado (tipo D ou UTI móvel), equipada com recursos para monitorização e intervenções complexas. A equipe mínima para esses casos deve ser composta por um médico, um profissional de enfermagem (enfermeiro ou técnico de enfermagem, dependendo da complexidade) e um motorista, todos capacitados para a função. É fundamental que o hospital de origem e o de destino estabeleçam comunicação prévia e que o paciente seja removido com um relatório médico completo. O cumprimento dessas normas é essencial para evitar intercorrências e garantir a legalidade do ato médico, sendo um conhecimento indispensável para residentes e profissionais da área de emergência e terapia intensiva.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da Resolução CFM 1.672/2003 para o transporte de pacientes?

Esta resolução normatiza o transporte inter-hospitalar, garantindo a segurança e a qualidade da assistência ao paciente durante a remoção, definindo responsabilidades e recursos mínimos para cada tipo de transporte.

Quando é exigida uma ambulância de suporte avançado para o transporte?

É exigida para pacientes graves ou de risco, que necessitam de monitorização contínua, intervenções médicas e equipamentos de suporte à vida durante o transporte, como ventilação mecânica ou drogas vasoativas.

Quais são as responsabilidades do médico durante o transporte inter-hospitalar?

O médico é responsável pela avaliação do paciente, indicação do transporte, estabilização, acompanhamento durante a remoção e entrega do paciente à equipe receptora, garantindo a continuidade do cuidado e preenchendo o relatório completo.

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