Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
Com relação à fisiologia placentária, assinale a alternativa INCORRETA.
Glicose na placenta = transporte facilitado (não ativo); oxigênio = difusão simples.
O transporte de glicose através da placenta ocorre por difusão facilitada, um tipo de transporte passivo que não requer energia, mas utiliza proteínas transportadoras. O transporte ativo, que consome energia e move substâncias contra o gradiente, não é o mecanismo principal para a glicose placentária.
A placenta é um órgão vital que atua como interface entre a mãe e o feto, desempenhando funções essenciais de troca de nutrientes, gases e resíduos, além de produzir hormônios cruciais para a manutenção da gravidez. Compreender sua fisiologia é fundamental para a obstetrícia. As trocas de oxigênio e dióxido de carbono ocorrem por difusão simples, impulsionadas pelos gradientes de pressão parcial. Para a glicose, principal fonte de energia fetal, o transporte é feito por difusão facilitada, um processo que utiliza transportadores específicos (GLUTs) e não consome energia, mas permite um fluxo eficiente da glicose do sangue materno para o fetal, seguindo o gradiente de concentração. A síntese hormonal placentária é complexa. A progesterona é sintetizada no sinciciotrofoblasto a partir do colesterol materno, sendo essencial para a manutenção da gravidez. Já a produção de estrogênios (principalmente estriol) requer uma colaboração entre a placenta e o feto, utilizando precursores androgênicos fetais que são aromatizados pela placenta. O conhecimento desses mecanismos é crucial para entender o desenvolvimento fetal e as patologias gestacionais.
O transporte de glicose através da placenta ocorre principalmente por difusão facilitada. Este processo envolve proteínas transportadoras de glicose (GLUTs) na membrana do sinciciotrofoblasto, que movem a glicose a favor do seu gradiente de concentração, sem gasto direto de energia.
Para a formação dos estrogênios, a placenta necessita de precursores androgênicos do feto (principalmente DHEA-S da adrenal fetal) e do colesterol materno. A placenta aromatiza esses androgênios em estrogênios, uma vez que não possui as enzimas para sintetizá-los a partir do colesterol.
As trocas de oxigênio entre a mãe e o feto na placenta são realizadas por difusão simples. O oxigênio move-se do sangue materno, onde sua pressão parcial é maior, para o sangue fetal, onde é menor, através da membrana placentária.
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