FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
O procedimento mais indicado para paciente com clearance de creatinina de 10 ml/min, 35 anos, sem comorbidade cardíaca, nem vascular periférica e presença de sintomas de uremia é:
Paciente jovem com IRC e uremia, sem comorbidades graves, com provável DM1 → transplante combinado rim-pâncreas é a melhor opção.
Um paciente jovem com insuficiência renal crônica terminal (clearance de creatinina de 10 ml/min) e sintomas urêmicos, sem comorbidades significativas, provavelmente tem diabetes mellitus tipo 1 como causa subjacente. Nesses casos, o transplante combinado de rim e pâncreas é a melhor opção para tratar ambas as condições e melhorar a qualidade de vida.
A insuficiência renal crônica terminal (IRCT) em pacientes jovens, especialmente na ausência de outras comorbidades graves, frequentemente tem o diabetes mellitus tipo 1 como etiologia subjacente. Um clearance de creatinina de 10 ml/min indica uma IRCT avançada, e a presença de sintomas urêmicos sinaliza a necessidade iminente de terapia renal substitutiva. Nesses casos, o transplante combinado de rim e pâncreas é a opção terapêutica mais abrangente. O pâncreas transplantado restaura a produção endógena de insulina, curando o diabetes e estabilizando a glicemia, o que é crucial para a longevidade do rim transplantado e para prevenir ou retardar a progressão de outras complicações microvasculares e macrovasculares do diabetes. A realização do transplante antes da falência renal completa (transplante pré-emptivo) é preferível, pois evita a morbidade e mortalidade associadas à diálise e pode levar a melhores resultados a longo prazo. A seleção cuidadosa do paciente, considerando a ausência de comorbidades cardíacas ou vasculares periféricas significativas, é fundamental para o sucesso do procedimento.
O transplante combinado é geralmente considerado para pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e insuficiência renal crônica terminal, especialmente aqueles sem comorbidades significativas e que podem se beneficiar do controle glicêmico e da função renal restaurada.
O transplante combinado não só trata a insuficiência renal, mas também cura o diabetes, eliminando a necessidade de insulina exógena e prevenindo a progressão das complicações diabéticas em outros órgãos.
Um transplante pré-emptivo é realizado antes que o paciente precise iniciar diálise, o que pode oferecer melhores resultados a longo prazo, menor morbidade e melhor qualidade de vida.
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