Transplante Renal: Sobrevida, Riscos e Função do Enxerto

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Sobre o transplante renal, é CORRETO afirmar: I. Em longo prazo, o transplante renal possui mortalidade geral menor que pacientes mantidos em hemodiálise no mesmo período. II. O transplante renal intervivos possui maior sobrevida órgão-específica quando comparado ao transplante de doador falecido. III. Função tardia do enxerto é uma complicação significativa, pois além de aumentar o tempo de internamento, está associado a uma pior sobrevida órgão-específica, principalmente quando sua duração for maior que 2 semanas. IV. Tempo de isquemia fria do órgão, idade do doador e função renal basal do doador são fatores de risco para função tardia do enxerto.

Alternativas

  1. A) I e II estão corretas.
  2. B) I, II e III estão corretas.
  3. C) I, II e IV estão corretas.
  4. D) I e IV estão corretas.
  5. E) Todas estão corretas.

Pérola Clínica

Transplante renal > Diálise em sobrevida. Doador vivo > Falecido em duração do enxerto.

Resumo-Chave

O transplante renal é o tratamento de escolha para doença renal crônica terminal, oferecendo melhor qualidade de vida e menor mortalidade a longo prazo que a diálise.

Contexto Educacional

O transplante renal representa o padrão-ouro para a substituição da função renal. Dados epidemiológicos confirmam que, apesar dos riscos cirúrgicos e da imunossupressão, a sobrevida do paciente transplantado é significativamente superior à de pacientes em lista de espera mantidos em diálise. A superioridade do doador vivo deve-se ao menor tempo de isquemia (frequentemente isquemia fria mínima) e à melhor seleção clínica do doador. A Função Tardia do Enxerto (DGF) é uma manifestação de lesão de isquemia-reperfusão, sendo um desafio clínico que exige manejo rigoroso de fluidos e monitoramento imunológico, pois sua duração prolongada correlaciona-se negativamente com o desfecho funcional do órgão.

Perguntas Frequentes

Por que o transplante é superior à diálise?

O transplante renal restaura funções endócrinas e metabólicas que a diálise não supre totalmente, reduzindo complicações cardiovasculares e inflamação crônica, o que resulta em menor mortalidade geral após o período perioperatório inicial.

O que define a Função Tardia do Enxerto (DGF)?

A DGF é classicamente definida como a necessidade de diálise na primeira semana após o transplante. É mais comum em doadores falecidos e está associada a maior risco de rejeição aguda e menor sobrevida do enxerto a longo prazo.

Quais os principais fatores de risco para DGF?

Os fatores incluem tempo de isquemia fria prolongado (> 24h), idade avançada do doador, doadores de critério expandido (DCE), instabilidade hemodinâmica do doador antes da captação e uso de drogas vasoativas em altas doses.

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