SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
O transplante de pâncreas simultâneo ao transplante renal está indicado em alguns casos de diabetes tipo 1. A causa não imunológica mais comum de falência do transplante pancreático é:
Transplante de pâncreas: Trombose do enxerto = causa não imunológica mais comum de falência.
O transplante de pâncreas é uma opção para diabetes tipo 1, frequentemente realizado em conjunto com o transplante renal. A trombose do enxerto é a complicação não imunológica mais comum e grave, ocorrendo geralmente nas primeiras 24-48 horas pós-operatório, levando à falência do órgão.
O transplante de pâncreas, frequentemente realizado simultaneamente ao transplante renal (TP-TR) em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e nefropatia diabética, oferece a possibilidade de cura do diabetes e melhora significativa da qualidade de vida. No entanto, o procedimento é complexo e associado a diversas complicações, tanto imunológicas (rejeição) quanto não imunológicas. Entre as complicações não imunológicas, a trombose do enxerto pancreático é a causa mais comum de falência precoce do transplante. Ela ocorre devido a fatores como o baixo fluxo sanguíneo no enxerto, a alta trombogenicidade do tecido pancreático e a presença de anastomoses vasculares delicadas. A trombose geralmente se manifesta nas primeiras 24 a 48 horas após a cirurgia e, se não detectada e tratada rapidamente, leva à perda irreversível do enxerto. Outras complicações importantes incluem pancreatite do enxerto, fístulas da anastomose (entérica ou vesical), infecções (especialmente fúngicas e virais), hemorragias e abscessos. O manejo pós-operatório exige vigilância intensiva, monitoramento hemodinâmico e metabólico rigoroso, além de profilaxia antitrombótica e imunossupressão cuidadosa para minimizar o risco de rejeição e outras complicações.
O transplante de pâncreas é indicado para pacientes com diabetes tipo 1 que apresentam labilidade glicêmica grave, hipoglicemias assintomáticas, ou que necessitam de transplante renal concomitante devido à nefropatia diabética.
A trombose do enxerto é comum devido à baixa taxa de fluxo sanguíneo no pâncreas transplantado e à alta trombogenicidade do tecido pancreático, especialmente nas primeiras horas após a cirurgia, levando à isquemia e necrose.
Além da trombose do enxerto, outras complicações incluem pancreatite do enxerto, fístulas da anastomose entérica ou vesical, infecções, hemorragias e abscessos intra-abdominais, exigindo vigilância e manejo cuidadoso.
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