Transplante Hepático: Indicações e Critérios de Milão

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo masculino, 60 anos de idade, portador de cirrose hepática por hepatite crônica viral C, está em preparo para transplante hepático. O paciente não apresenta outras comorbidades. Quanto aos critérios de indicação e contraindicação para o transplante hepático, é correto o que se afirma em:

Alternativas

  1. A) A falência renal é uma contraindicação absoluta ao transplante de fígado.
  2. B) O hepatocarcinoma metastático não é uma contraindicação ao transplante.
  3. C) A síndrome hepatopulmonar é uma contraindicação ao transplante.
  4. D) O hepatocarcinoma com nódulo único, medindo 3,0 cm, permite o transplante hepático.

Pérola Clínica

HCC nódulo único ≤ 5cm ou até 3 nódulos ≤ 3cm = Critérios de Milão → Indicação de Transplante.

Resumo-Chave

O transplante hepático é indicado para pacientes com cirrose e hepatocarcinoma dentro dos Critérios de Milão, visando cura oncológica e funcional.

Contexto Educacional

O transplante hepático representa a terapia definitiva para a cirrose terminal e para o hepatocarcinoma em estágio inicial. A seleção de candidatos baseia-se na gravidade da doença hepática (MELD) e na probabilidade de sucesso oncológico. Os Critérios de Milão permanecem como o padrão-ouro internacional para prever resultados favoráveis em pacientes com HCC. Além das indicações clássicas, é fundamental reconhecer as 'situações especiais' que conferem prioridade na fila de transplante, como a síndrome hepatopulmonar e o próprio HCC dentro dos critérios. Contraindicações absolutas geralmente envolvem doenças extra-hepáticas incuráveis, infecções ativas não controladas ou falta de suporte social adequado.

Perguntas Frequentes

O que definem os Critérios de Milão para transplante?

Os Critérios de Milão são utilizados para selecionar pacientes com hepatocarcinoma (HCC) para transplante hepático. Eles definem que pacientes com um nódulo único de até 5 cm ou até três nódulos, cada um com no máximo 3 cm, sem invasão vascular ou doença extra-hepática, apresentam excelentes taxas de sobrevida e baixa recorrência tumoral após o procedimento.

A síndrome hepatopulmonar contraindica o transplante?

Não, pelo contrário. A síndrome hepatopulmonar (SHP) é considerada uma indicação para o transplante hepático, sendo inclusive um critério para atribuição de pontuação especial no sistema MELD (situação especial), pois o transplante é a única terapia definitiva capaz de reverter as alterações vasculares pulmonares e a hipoxemia associada.

Insuficiência renal impede a realização do transplante de fígado?

A falência renal não é uma contraindicação absoluta. Pacientes com insuficiência renal crônica ou aguda grave associada à falência hepática podem ser candidatos ao transplante isolado de fígado (com recuperação renal pós-transplante em alguns casos) ou ao transplante combinado de fígado e rim, dependendo da etiologia e duração da disfunção renal.

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