Transplante Hepático: Principal Indicação na Cirrose

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 45 anos de idade, portador de cirrose hepática por causa da hepatite C crônica, foi submetido a avaliação multidisciplinar, indicado como candidato a transplante hepático e inserido na lista de espera por um órgão compatível. Na admissão, os sinais vitais apresentavam PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 75 bpm, FR = 19 irpm e temperatura = 36,8 °C. Ele realizou exames laboratoriais, os quais revelaram os seguintes resultados: bilirrubina total = 2,5 mg/dL, albumina = 3,0 g/dL, INR = 2,2 e creatinina = 1,0 mg/dL. Tendo em vista o caso clínico apresentado, assinale a alternativa que corresponde à principal indicação para transplante hepático em pacientes com cirrose hepática.

Alternativas

  1. A) Diagnóstico de carcinoma hepatocelular
  2. B) Ascite não responsiva ao tratamento médico
  3. C) Peritonite bacteriana espontânea recorrente
  4. D) Insuficiência cardíaca refratária

Pérola Clínica

Principal indicação para transplante hepático em cirrose = Carcinoma Hepatocelular (CHC) dentro dos critérios de Milão.

Resumo-Chave

Embora ascite refratária e PBE recorrente sejam complicações graves da cirrose e indicações para transplante, o Carcinoma Hepatocelular (CHC) que se enquadra nos critérios de Milão é a principal indicação para transplante hepático em pacientes com cirrose, devido ao risco de progressão e à possibilidade de cura com o transplante.

Contexto Educacional

O transplante hepático representa a única opção curativa para pacientes com doença hepática em estágio terminal, incluindo a cirrose hepática descompensada. A decisão de indicar um paciente para transplante é complexa e baseia-se em uma avaliação multidisciplinar rigorosa, considerando a gravidade da doença, a presença de complicações e o prognóstico. É fundamental que residentes compreendam as principais indicações para otimizar o manejo desses pacientes. Entre as diversas indicações para transplante hepático em pacientes com cirrose, o Carcinoma Hepatocelular (CHC) que se enquadra nos critérios de Milão é considerado a principal. Isso se deve à possibilidade de cura do câncer e da doença hepática subjacente, com excelentes taxas de sobrevida pós-transplante. Embora complicações como ascite refratária, peritonite bacteriana espontânea recorrente e encefalopatia hepática grave também sejam indicações importantes, o CHC dentro dos critérios estabelecidos recebe prioridade devido ao risco de progressão da doença oncológica. A avaliação para transplante hepático envolve a determinação do MELD score, que reflete a gravidade da disfunção hepática e a urgência do transplante. Pacientes com CHC que atendem aos critérios de Milão recebem pontos MELD adicionais para garantir uma priorização adequada na fila de espera. O manejo pré-transplante, a identificação das indicações corretas e o acompanhamento pós-transplante são aspectos cruciais na formação do residente em hepatologia e gastroenterologia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de Milão para transplante hepático em CHC?

Os critérios de Milão para Carcinoma Hepatocelular (CHC) indicam transplante hepático quando há um único nódulo de CHC com diâmetro igual ou inferior a 5 cm, ou até três nódulos, nenhum com diâmetro superior a 3 cm, sem evidência de invasão vascular ou metástase extra-hepática. O cumprimento desses critérios está associado a bons resultados pós-transplante.

Como o MELD score se relaciona com a indicação de transplante hepático?

O MELD (Model for End-Stage Liver Disease) score é um sistema de pontuação que avalia a gravidade da doença hepática e a probabilidade de mortalidade em 90 dias, utilizando bilirrubina total, INR e creatinina. Ele é crucial para priorizar pacientes na lista de espera para transplante hepático, com pontuações mais altas indicando maior urgência. Pacientes com CHC dentro dos critérios de Milão recebem pontos MELD adicionais para priorização.

Quais outras complicações da cirrose podem indicar transplante hepático?

Além do CHC, outras complicações graves da cirrose que podem indicar transplante hepático incluem ascite refratária ao tratamento médico, peritonite bacteriana espontânea (PBE) recorrente, encefalopatia hepática refratária, síndrome hepatorrenal, prurido intratável e hemorragia varicosa de difícil controle. A avaliação é sempre individualizada e multidisciplinar.

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