SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
A paciente da questão (questão 35) anterior questionou seu médico se não seria possível fazer um transplante hepático. O médico esclareceu que não estão nas condições previstas pelo ministério da saúde para o transplante. Dentre as opções abaixo, também NÃO está contemplado pelo MS para o transplante:
Colangiocarcinoma é contraindicação absoluta para transplante hepático pelo MS → alta taxa de recorrência.
O Ministério da Saúde estabelece critérios rigorosos para o transplante hepático, visando otimizar os resultados e a alocação de órgãos. Condições como o colangiocarcinoma, devido à alta taxa de recorrência pós-transplante e prognóstico desfavorável, são geralmente consideradas contraindicações absolutas.
O transplante hepático é uma modalidade terapêutica crucial para pacientes com doença hepática terminal, oferecendo uma chance de sobrevida e melhora da qualidade de vida. As indicações para o transplante são diversas e incluem cirrose hepática descompensada de diferentes etiologias (como hepatite C, doença hepática alcoólica, cirrose biliar primária), hepatocarcinoma em estágios iniciais, e algumas doenças metabólicas como a polineuropatia amiloidótica familiar. A seleção de pacientes é rigorosa e segue diretrizes estabelecidas por órgãos de saúde, como o Ministério da Saúde no Brasil, para otimizar os resultados e a alocação de órgãos. A avaliação para o transplante envolve uma análise detalhada da condição clínica do paciente, incluindo a gravidade da doença hepática (avaliada por escores como MELD), comorbidades e o potencial de sucesso do procedimento. É fundamental identificar contraindicações absolutas, que são condições que tornam o transplante inviável ou com prognóstico muito desfavorável. O colangiocarcinoma, por exemplo, é uma contraindicação absoluta devido à sua alta taxa de recorrência pós-transplante e à agressividade da doença, que é exacerbada pela imunossupressão necessária. A compreensão das indicações e contraindicações do transplante hepático é essencial para residentes, pois permite uma abordagem adequada no manejo de pacientes com doença hepática avançada. Além das condições mencionadas, outras contraindicações podem incluir infecções ativas não controladas, doença cardíaca ou pulmonar grave, e neoplasias extra-hepáticas com metástases. O conhecimento aprofundado desses critérios é vital para a tomada de decisão clínica e para a preparação para exames de residência.
As principais indicações incluem cirrose hepática descompensada de diversas etiologias (viral, alcoólica, autoimune), hepatocarcinoma em estágio inicial e algumas doenças metabólicas. A decisão é baseada na gravidade da doença e no prognóstico.
O colangiocarcinoma é uma contraindicação devido à alta probabilidade de recorrência da doença após o transplante, mesmo em estágios iniciais. A imunossupressão pós-transplante pode acelerar a progressão tumoral, comprometendo o sucesso do procedimento.
Para hepatocarcinoma, os critérios geralmente seguem as diretrizes de Milão (lesão única < 5cm ou até 3 lesões, cada uma < 3cm), garantindo que o tumor esteja em um estágio que maximize o benefício do transplante e minimize a recorrência.
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