Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025
Um paciente com insuficiência renal crônica terminal, em hemodiálise regular, encontra-se na lista de espera para transplante hepático. Durante a avaliação pré-transplante, o médico responsável identifica que o paciente possui história de etilismo. Diante desse cenário, o médico deve:
Transplante hepático em etilista → Exige período de abstinência alcoólica pré-determinado para sucesso e alocação justa.
Para pacientes com doença hepática alcoólica, um período de abstinência alcoólica (geralmente 6 meses) é um critério fundamental para o transplante hepático. Isso visa garantir a adesão do paciente, reduzir o risco de recidiva pós-transplante e otimizar a sobrevida do enxerto, além de considerar a alocação de um recurso escasso.
O transplante hepático é a única opção curativa para a doença hepática alcoólica em estágio terminal. No entanto, a decisão de transplantar pacientes com histórico de etilismo é complexa e envolve considerações médicas, éticas e sociais. A principal preocupação é a possibilidade de recidiva do consumo de álcool após o transplante, o que pode levar a danos no enxerto e comprometer o sucesso do procedimento. Por essa razão, a maioria dos centros de transplante exige um período de abstinência alcoólica pré-determinado, geralmente de seis meses, antes que o paciente seja ativado na lista de espera. Este período serve para avaliar a capacidade do paciente de manter a sobriedade, sua adesão ao tratamento e suporte psicossocial, e para permitir uma recuperação hepática parcial em alguns casos, que pode até dispensar o transplante. A avaliação pré-transplante para pacientes com etilismo é multidisciplinar, envolvendo hepatologistas, psiquiatras/psicólogos especializados em dependência química, assistentes sociais e nutricionistas. O objetivo é identificar pacientes com maior probabilidade de manter a abstinência e ter um bom prognóstico pós-transplante, garantindo a alocação justa e eficaz de um recurso tão escasso como um órgão para transplante.
A abstinência é crucial para avaliar a motivação do paciente, reduzir o risco de recidiva do etilismo pós-transplante (que pode danificar o novo fígado) e garantir uma alocação ética e eficaz de um órgão escasso.
A maioria dos centros de transplante exige um período mínimo de 6 meses de abstinência alcoólica comprovada antes de considerar o paciente elegível para transplante hepático.
A recidiva do etilismo pós-transplante pode levar a danos no enxerto hepático (doença hepática alcoólica recorrente), má adesão à imunossupressão, infecções e piora da sobrevida do paciente e do órgão.
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