HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
A hipertensão pulmonar grave (com pressão média superior a 50 mmHg) é uma contraindicação ao transplante hepático.
Hipertensão pulmonar grave (PAMP > 50 mmHg) é contraindicação absoluta para transplante hepático.
A hipertensão pulmonar grave, definida por uma pressão média da artéria pulmonar (PAMP) superior a 50 mmHg, é uma contraindicação absoluta ao transplante hepático devido ao alto risco de mortalidade perioperatória por falência ventricular direita.
O transplante hepático é o tratamento definitivo para a doença hepática em estágio terminal, mas nem todos os pacientes são candidatos. Existem contraindicações absolutas e relativas que devem ser cuidadosamente avaliadas para garantir o sucesso do procedimento e a sobrevida do paciente. Uma das contraindicações absolutas mais importantes é a hipertensão pulmonar grave. A hipertensão pulmonar grave, definida por uma pressão média da artéria pulmonar (PAMP) superior a 50 mmHg, representa um risco inaceitável de mortalidade perioperatória. Pacientes com PAMP > 50 mmHg têm um risco significativamente elevado de falência do ventrículo direito e morte durante ou após o transplante, devido ao estresse hemodinâmico imposto pela cirurgia e pela reperfusão do novo fígado. A avaliação pré-transplante inclui um rastreamento cuidadoso para hipertensão pulmonar, geralmente começando com um ecocardiograma e, se necessário, confirmado por cateterismo cardíaco direito. Em alguns casos de hipertensão pulmonar moderada, pode-se tentar otimizar a pressão pulmonar com terapias específicas antes de considerar o transplante, mas a forma grave permanece uma barreira intransponível, sendo um ponto crucial para residentes e estudantes de medicina.
As contraindicações absolutas incluem sepse ativa não controlada, malignidade extra-hepática com metástases, doença cardíaca ou pulmonar grave (como hipertensão pulmonar grave), abuso ativo de substâncias e falta de adesão ao tratamento.
O risco principal é a falência do ventrículo direito e a morte perioperatória devido à incapacidade do coração de bombear contra a alta resistência vascular pulmonar, exacerbada pelo estresse cirúrgico.
A avaliação inclui ecocardiograma para rastreamento e, se houver suspeita, cateterismo cardíaco direito para medir a pressão média da artéria pulmonar (PAMP) e outras pressões, confirmando o diagnóstico e a gravidade.
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