CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Qual das córneas doadas pelos pacientes abaixo e analisadas após a captação deverá ser selecionada para um transplante penetrante com finalidade óptica em um paciente de 31 anos e portador de ceratocone?
Para transplante óptico → Priorize alta densidade endotelial (>2000) e ausência de gutatta.
A seleção da córnea para transplante óptico foca na viabilidade endotelial; defeitos epiteliais são aceitáveis, mas cirurgias prévias (LASIK) ou baixa contagem celular são contraindicações.
O transplante penetrante de córnea em pacientes com ceratocone apresenta excelentes taxas de sucesso devido à natureza não inflamatória da doença e à juventude dos receptores. A escolha do tecido doador deve priorizar a densidade endotelial, pois a falência tardia do enxerto está diretamente ligada à perda progressiva dessas células. Nesta questão, a alternativa C é a correta porque, apesar do defeito epitelial e da idade do doador (68 anos), a contagem endotelial é a mais alta (3.200 células/mm²) e não há sinais de distrofia (gutatta) ou cirurgias prévias. O edema estromal leve (1+/4) também indica boa preservação. Em contraste, o LASIK (A), a baixa contagem endotelial (B) e a presença de gutatta severa (D) inviabilizam o uso óptico dessas córneas.
Geralmente, bancos de olhos e cirurgiões buscam córneas com mais de 2.000 a 2.500 células/mm² para transplantes com finalidade óptica. Uma contagem de 3.200 células/mm² é considerada excelente, garantindo maior longevidade ao enxerto, especialmente em pacientes jovens como os portadores de ceratocone.
O LASIK envolve a criação de um flap e a ablação do estroma corneano com excimer laser, o que altera a curvatura e a espessura da córnea. Para um transplante com finalidade óptica, busca-se uma córnea com arquitetura e poder dióptrico preservados. Córneas pós-LASIK podem ser usadas para fins tectônicos, mas não para restaurar a visão de forma ideal.
Não necessariamente. Defeitos epiteliais são muito comuns durante o processo de captação e preservação em meio de cultura (como o Optisol-GS). O epitélio do receptor irá repovoar a córnea doadora após o transplante. O fator crítico de sucesso é o endotélio, que não se regenera.
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