CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025
Dois trépanos (A e B) foram selecionados para a realização de um transplante de córnea, de acordo com as figuras a seguir. Para aferição dos tamanhos, a face cortante do trépano B foi encaixada dentro da face cortante do trépano A, conforme a figura. É correto afirmar:
Transplante penetrante → trépano receptor (B) < trépano doador (A) para garantir selagem e reduzir astigmatismo.
No transplante penetrante convencional, o botão doador é geralmente 0,25 a 0,50 mm maior que a abertura receptora para facilitar a sutura e evitar vazamentos.
A técnica cirúrgica do transplante de córnea exige precisão milimétrica na trepanação. O uso de trépanos de sucção ou manuais permite criar bordas verticais limpas. A disparidade de tamanho (oversizing do doador) é uma prática padrão para compensar a retração tecidual e a curvatura da córnea, garantindo que o enxerto não fique tenso demais, o que causaria achatamento excessivo e astigmatismo irregular. O conhecimento da relação entre os trépanos A (maior) e B (menor) é fundamental para o planejamento cirúrgico e para evitar complicações como a síndrome de Urrets-Zavalia ou deiscência de sutura.
No transplante de córnea penetrante, utiliza-se um botão doador ligeiramente maior (geralmente 0,25 mm a 0,50 mm) que a abertura no receptor. Isso é feito para facilitar a coaptação das bordas durante a sutura, garantir uma câmara anterior profunda no pós-operatório imediato, prevenir o vazamento de humor aquoso e reduzir o risco de glaucoma secundário por fechamento angular, além de ajudar no controle do astigmatismo pós-operatório.
No transplante penetrante, a trepanação envolve a espessura total da córnea (epitélio ao endotélio). Já no DALK (Deep Anterior Lamellar Keratoplasty), a trepanação é parcial, preservando o endotélio e a membrana de Descemet do receptor. A técnica de trepanação e a escolha dos diâmetros podem variar, mas o princípio de ajuste entre doador e receptor permanece crítico para o sucesso refracional.
A córnea receptora é quase sempre trepanada pela face epitelial (externa) in vivo. Já a córnea doada pode ser trepanada pela face epitelial (se montada em uma câmara anterior artificial) ou, mais comumente, pela face endotelial (interna) quando o botão é cortado a partir do esclero-corneal preservado. O trépano B, sendo menor e encaixando no A, é o indicado para a trepanação da córnea receptora no cenário descrito.
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