CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Assinale a alternativa correta com relação ao transplante de córnea lamelar posterior pela técnica "DSEK" (Descemet Stripping Endothelial Keratoplasty):
DSEK → adição de estroma posterior → aumento da espessura central → shift hipermetrópico.
O DSEK adiciona uma lamela de estroma posterior ao receptor, alterando a curvatura posterior e a espessura corneana, resultando em uma mudança refrativa hipermetrópica previsível.
O transplante lamelar posterior revolucionou o tratamento de doenças endoteliais, como a Distrofia de Fuchs e a Ceratopatia Bolhosa, ao evitar a ceratoplastia penetrante (PK). O DSEK especificamente utiliza uma lamela posterior que inclui estroma, o que facilita o manuseio cirúrgico em comparação ao DMEK, mas introduz variáveis ópticas como o aumento da espessura central. Clinicamente, o residente deve estar atento ao cálculo da lente intraocular em cirurgias triplas (DSEK + Faco + LIO), ajustando o alvo para miopia leve a fim de compensar o shift hipermetrópico esperado. Complicações como o descolamento do enxerto (detachment) são manejadas com 'rebubbling', enquanto a rejeição imunológica é menos frequente que no transplante penetrante.
O DSEK (Descemet Stripping Endothelial Keratoplasty) envolve o transplante do endotélio, da membrana de Descemet e de uma fina camada de estroma posterior. A adição desse tecido estromal ao centro da córnea do receptor cria um efeito de lente negativa na face posterior da córnea (devido à mudança na curvatura posterior e espessura), o que resulta em um deslocamento hipermetrópico (positivo) na refração final do paciente, geralmente variando de +0.50 a +1.50 dioptrias.
No DSEK, o enxerto é composto pelo endotélio, membrana de Descemet e uma porção de estroma posterior (geralmente 70 a 150 micras). Já no DMEK (Descemet Membrane Endothelial Keratoplasty), apenas a membrana de Descemet e o endotélio são transplantados, sem estroma. Isso torna o DMEK tecnicamente mais difícil, porém com recuperação visual mais rápida e menor indução de aberrações ou mudanças refrativas.
Diferente do que sugerem algumas alternativas incorretas, o paciente deve permanecer em decúbito dorsal (barriga para cima) imediatamente após a cirurgia. Isso ocorre porque uma bolha de ar ou gás é deixada na câmara anterior para manter o enxerto posicionado contra o estroma receptor por pressão hidrostática. O decúbito ventral seria contraproducente e poderia levar ao deslocamento do enxerto.
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