CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Com relação, ao transplante de córnea lamelar anterior profundo (DALK) , é correto afirmar:
DALK → Preserva endotélio do receptor = Zero risco de rejeição endotelial.
O DALK substitui apenas o estroma doente, preservando o endotélio saudável do paciente. Isso elimina o risco de rejeição endotelial, a principal causa de falência em transplantes penetrantes.
O transplante de córnea evoluiu da técnica penetrante (espessura total) para técnicas lamelares seletivas. O DALK representa o padrão-ouro para doenças estromais com endotélio viável. A técnica da 'Big Bubble' é frequentemente utilizada para separar o estroma da Descemet. Ao evitar a substituição endotelial, o DALK garante uma sobrevida do enxerto muito superior e maior segurança intraoperatória, sendo ideal para pacientes jovens com ceratocone.
No transplante lamelar anterior profundo (DALK), apenas o estroma da córnea é removido e substituído pelo tecido do doador, mantendo-se intactas a membrana de Descemet e a camada endotelial do próprio paciente (receptor). Como a rejeição imunológica mais grave e comum ocorre contra o endotélio alogênico, a preservação do endotélio autólogo elimina completamente esse risco específico.
O DALK é indicado para patologias que afetam o estroma corneano, mas que mantêm um endotélio saudável e funcional. A indicação mais comum é o ceratocone avançado. Outras indicações incluem cicatrizes estromais superficiais ou profundas (pós-ceratite) e distrofias estromais. Não é indicado quando há falência endotelial prévia.
Além da ausência de rejeição endotelial, o DALK oferece maior integridade tectônica do globo ocular (procedimento 'closed-sky'), menor perda de células endoteliais a longo prazo, remoção mais precoce das suturas e menor tempo de uso de corticosteroides tópicos, reduzindo riscos de catarata e glaucoma secundário.
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