CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Com relação à seleção de uma determinada córnea pela Central de Transplantes, é correto afirmar:
Transplante de Córnea → Tipagem sanguínea (ABO) e HLA são irrelevantes para a distribuição e sucesso.
Devido ao privilégio imunológico e avascularidade da córnea, a compatibilidade ABO/HLA não é critério para seleção ou priorização na fila de transplantes.
O sistema de transplantes no Brasil é gerido pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A distribuição de tecidos oculares segue critérios técnicos de viabilidade e ordem cronológica de inscrição, ressalvadas as situações de urgência médica comprovada. A imunologia do transplante de córnea é única; a ausência de vasos linfáticos e sanguíneos no estroma corneano normal impede que as células apresentadoras de antígenos alcancem facilmente os linfonodos regionais. Por essa razão, o transplante de córnea é o transplante de tecidos mais bem-sucedido na medicina, mesmo sem o uso de imunossupressão sistêmica pesada ou testes de compatibilidade complexos.
A córnea é um tecido avascular e possui o chamado 'privilégio imunológico'. Isso significa que o risco de rejeição mediada por anticorpos contra antígenos ABO é extremamente baixo, tornando desnecessária a compatibilidade sanguínea entre doador e receptor para a maioria dos casos.
As prioridades incluem casos de perfuração ocular, úlcera de córnea sem resposta ao tratamento, descemetocele, falência de enxerto primário (em curto prazo) e crianças com opacidade bilateral que comprometa o desenvolvimento visual.
Não existe uma regra rígida de '10 anos de diferença' entre doador e receptor. O que se avalia é a qualidade do tecido (contagem de células endoteliais e transparência). Embora córneas de doadores muito jovens sejam preferidas para receptores jovens, não há proibição legal baseada estritamente na diferença de idade.
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