UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Paciente internado para realização transplante autólogo de medula óssea, no 7o dia após realização da infusão das células tronco hematopoiéticas, apresenta-se com anemia sintomática, sendo indicada transfusão de concentrado de hemácias. Deve ser prescrito concentrado de hemácias:
TMO → Hemocomponentes Irradiados (prevenir DECH-T) + Deleucocitados (prevenir RFNH e CMV).
Pacientes submetidos a TMO são gravemente imunossuprimidos e necessitam de hemocomponentes irradiados para evitar a proliferação de linfócitos T do doador e deleucocitados para reduzir reações febris e transmissão de patógenos intracelulares.
A hemoterapia em pacientes onco-hematológicos e transplantados exige modificações específicas nos hemocomponentes para mitigar riscos imunológicos. A irradiação é mandatória em candidatos a transplante autólogo ou alogênico, bem como em imunodeficiências celulares graves. A deleucocitação tornou-se um padrão de qualidade para reduzir a carga inflamatória e infecciosa da transfusão. A compreensão dessas técnicas é vital para o residente de hematologia e clínica médica, garantindo a segurança do suporte transfusional durante o período de aplasia medular.
A irradiação gama ou X visa inativar os linfócitos T viáveis presentes no sangue do doador. Em pacientes gravemente imunossuprimidos, como os transplantados de medula óssea, esses linfócitos poderiam reconhecer o receptor como 'estranho' e atacar seus tecidos, causando a Doença do Enxerto Contra Hospedeiro Transfusional (DECH-T), uma complicação quase sempre fatal.
A deleucocitação (filtração de leucócitos) reduz o risco de Reações Febris Não Hemolíticas (RFNH), diminui a aloimunização HLA e reduz drasticamente o risco de transmissão de vírus que residem dentro dos glóbulos brancos, como o Citomegalovírus (CMV), o que é crítico para pacientes transplantados soronegativos.
O processo de lavagem com solução salina é indicado especificamente para pacientes com histórico de reações alérgicas graves (anafilaxia) recorrentes às proteínas plasmáticas, pacientes com deficiência congênita de IgA que possuem anticorpos anti-IgA, ou em casos selecionados de hipercalemia grave em neonatos.
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