Neoplasias Secundárias Após Transplante de Medula Óssea

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025

Enunciado

O risco de surgimento de uma forma secundária de câncer é significativamente maior em pacientes submetidos a um transplante de medula óssea do que na população geral. O desenvolvimento de síndrome mielodisplásica ou de leucemias secundárias deve ser considerado durante o acompanhamento destes sobreviventes. Vários outros tipos de tumores secundários, também, foram identificados nesta população. Neste contexto, pode-se afirmar que as neoplasias mais frequentemente diagnosticadas são:

Alternativas

  1. A) Adenocarcinoma de cólon; linfoma de Burkitt; osteossarcoma.
  2. B) Carcinoma da tireoide; tumores cerebrais e cânceres epiteliais.
  3. C) Neuroblastoma; tumor de Wilms; adenoma de hipófise.
  4. D) Osteossarcoma; sarcoma de Ewing; neuroblastoma.

Pérola Clínica

Pós-TMO → ↑ Risco de tumores sólidos: Tireoide, SNC e Pele (Epiteliais) são os mais frequentes.

Resumo-Chave

Sobreviventes de TMO têm risco aumentado de neoplasias secundárias devido ao condicionamento (quimio/radioterapia) e à imunossupressão crônica, destacando-se tumores de tireoide e SNC.

Contexto Educacional

O sucesso do Transplante de Medula Óssea (TMO) trouxe o desafio das complicações tardias. As neoplasias secundárias representam uma das principais causas de morbimortalidade em longo prazo. A radiação ionizante é o principal fator de risco para tumores de tireoide e SNC, enquanto a DECH crônica e o uso de imunossupressores elevam o risco de carcinomas espinocelulares.

Perguntas Frequentes

Por que o risco de câncer aumenta após o TMO?

O aumento do risco deve-se a fatores genotóxicos, como a radioterapia corporal total (TBI) e agentes alquilantes usados no condicionamento, além da imunossupressão prolongada e da Doença Enxerto-Contra-Hospedeiro (DECH) crônica, que promovem um ambiente de inflamação e falha na vigilância imunológica.

Quais são os tumores sólidos mais comuns pós-TMO?

Os tumores sólidos mais frequentemente diagnosticados incluem o carcinoma da tireoide, tumores do sistema nervoso central (cérebro) e cânceres epiteliais (especialmente de pele, cavidade oral e esôfago). O risco persiste por décadas após o transplante.

Como deve ser o seguimento desses pacientes?

O seguimento deve ser vitalício e multidisciplinar, incluindo exames físicos anuais rigorosos, avaliação dermatológica, palpação de tireoide e triagem específica para câncer de mama e colorretal em idades mais precoces do que na população geral, dependendo da exposição prévia à radiação.

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