Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Com relação à transmissibilidade das doenças, assinale V para as afirmativas verdadeiras ou F para as falsas. ( ) Na raiva, os estudos sobre a transmissão humana, assim como a informação epidemiológica, indicam uma infectividade máxima durante a segunda parte do período de incubação (por volta de 30 dias), continuando alguns dias depois do início da icterícia. No entanto, são muitos os casos sem icterícia.( ) Na meningite meningocócica pode-se demonstrar a presença do germe nas secreções nasais e faríngeas desde o início da infecção bacteriana. No líquido cefalorraquídeo, pode-se isolar o meningococo desde as 72 horas após a infecção. O índice de portadores pode atingir 25% ou inclusive mais em períodos epidêmicos.( ) Na hepatite A, o vírus pode estar presente na saliva até quase cinco dias, antes de apresentar sinais da doença. Isso permite determinar o período de 7 a 10 dias para manter em observação o paciente. Se o paciente não desenvolver sinais da doença nesse intervalo, é possível concluir que não estava doente. ( ) Há casos extremos em que o estado de portador em período de incubação pode ter uma longa duração. Por exemplo, na hepatite do tipo B, o sangue da pessoa infectada pode ser infectante até três meses antes do início da icterícia e, no caso da AIDS, a pessoa infectada pode ser infectante por anos. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Conhecer vias de transmissão e períodos de infectividade é crucial para controle de doenças infecciosas.
A transmissibilidade de doenças varia amplamente. É fundamental diferenciar as vias de transmissão (ex: fecal-oral vs. saliva para Hepatite A) e os períodos de infectividade, que podem ser longos e assintomáticos em algumas condições como Hepatite B e AIDS, impactando o controle epidemiológico.
O conhecimento sobre a transmissibilidade das doenças infecciosas é fundamental para a prática médica e a saúde pública. Compreender os períodos de incubação, as vias de transmissão e a duração da infectividade permite a implementação de medidas de prevenção e controle eficazes. Doenças como a raiva, meningite meningocócica, hepatites e AIDS apresentam particularidades importantes que devem ser dominadas pelos residentes para o manejo adequado dos pacientes e a proteção da comunidade. A identificação precoce de portadores e a compreensão dos riscos de transmissão assintomática são cruciais para evitar surtos e a progressão das doenças. A vigilância epidemiológica e a educação em saúde são pilares para o controle dessas patologias.
A principal via de transmissão da Hepatite A é a fecal-oral, através da ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes de pessoas infectadas. A transmissão por saliva não é uma via significativa.
Um paciente com Hepatite B pode ser infectante por meses antes do início dos sintomas, como a icterícia, e permanecer infectante por anos em casos de infecção crônica. Isso ressalta a importância da triagem e vacinação.
Sim, a meningite meningocócica pode ser transmitida por portadores assintomáticos que abrigam a bactéria nas secreções nasais e faríngeas. O índice de portadores pode ser alto em períodos epidêmicos, contribuindo para a disseminação da doença.
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