UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Na vigência de infecção materna por HTLV 1 e 2, a lactação deve ser
HTLV-1/2 materno → Amamentação contraindicada, exceto em risco de vida por desnutrição.
A transmissão vertical do HTLV-1 e HTLV-2 ocorre principalmente através do aleitamento materno. Por isso, a amamentação é contraindicada para mães soropositivas, a fim de prevenir a infecção do recém-nascido. No entanto, em contextos de alta vulnerabilidade socioeconômica onde a ausência de aleitamento pode levar a desnutrição grave e óbito, a decisão deve ser individualizada e discutida com a família.
A infecção pelos vírus linfotrópicos de células T humanas (HTLV-1 e HTLV-2) representa um desafio de saúde pública, especialmente em regiões endêmicas. A transmissão vertical é uma das principais vias de propagação, e o aleitamento materno é o fator de risco mais importante para a infecção do recém-nascido. O HTLV-1 está associado a doenças graves como a leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL) e a mielopatia associada ao HTLV-1/paraparesia espástica tropical (HAM/TSP). Diante do diagnóstico de infecção materna por HTLV-1 ou HTLV-2, a recomendação padrão é a suspensão do aleitamento materno para prevenir a transmissão vertical. As mães devem ser orientadas sobre o uso de fórmulas infantis como alternativa segura. Essa medida é crucial para reduzir a incidência da infecção em crianças e as morbidades associadas a longo prazo. No entanto, a decisão de suspender a amamentação deve ser cuidadosamente ponderada em contextos de vulnerabilidade socioeconômica extrema. Em locais onde o acesso a substitutos do leite materno é inviável ou inseguro, e a desnutrição infantil é uma ameaça real, a amamentação pode ser considerada após uma avaliação de risco-benefício individualizada e aconselhamento adequado, visando minimizar os danos à saúde do recém-nascido.
A transmissão vertical do HTLV-1 e HTLV-2 ocorre principalmente através do aleitamento materno, mas também pode ocorrer, em menor grau, durante a gestação e o parto.
A amamentação é contraindicada porque o vírus HTLV é transmitido através das células infectadas presentes no leite materno, aumentando significativamente o risco de infecção para o recém-nascido.
Em regiões com alta mortalidade infantil por desnutrição e doenças infecciosas, onde o acesso a fórmulas infantis seguras e água potável é limitado, a amamentação pode ser considerada para evitar riscos ainda maiores à vida do bebê, após discussão e avaliação individual.
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