Manejo do RN Exposto ao HIV: Atualizações e Profilaxia

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Paciente com HIV positivo, com 39 semanas de gestação, chegou ao Centro Obstétrico em trabalho de parto. Em situações como essa, inúmeros fatores devem ser observados quanto ao risco de transmissão vertical do vírus. Qual a principal modificação proposta pelo Ministério da Saúde, através da Nota Técnica emitida em março de 2021, acerca do manejo de recém-nascidos expostos ao HIV?

Alternativas

  1. A) Clampeamento tardio do cordão umbilical para mães com carga viral recentemente indetectável.
  2. B) Uso do esquema tríplice de antirretrovirais (zidovudina + lamivudina + raltegravir) por 28 dias para os recém-nascidos a termo com alto risco de transmissão vertical do HIV.
  3. C) Possibilidade de amamentação ao seio materno se a carga viral materna tiver sido indetectável no terceiro trimestre.
  4. D) Dispensa de administração de zidovudina injetável no periparto à gestante se tiver havido boa adesão aos antirretrovirais durante a gestação.

Pérola Clínica

RN exposto a HIV de alto risco (mãe com CV detectável ou sem ARV) → esquema tríplice (AZT+3TC+RAL) por 28 dias.

Resumo-Chave

A Nota Técnica do Ministério da Saúde de março de 2021 trouxe importantes atualizações no manejo do recém-nascido exposto ao HIV. Para RNs de alto risco de transmissão vertical (ex: mãe com carga viral detectável ou sem uso adequado de antirretrovirais), o esquema de profilaxia passou a ser tríplice, incluindo zidovudina, lamivudina e raltegravir por 28 dias, visando otimizar a prevenção.

Contexto Educacional

A transmissão vertical (TV) do HIV, da mãe para o filho, é uma das principais vias de infecção pediátrica. No Brasil, o Ministério da Saúde tem um programa robusto para sua prevenção, com diretrizes que são constantemente atualizadas com base nas melhores evidências científicas. A Nota Técnica de março de 2021 trouxe modificações significativas no manejo do recém-nascido exposto ao HIV, visando otimizar a profilaxia e reduzir ainda mais as taxas de TV. A principal mudança reside na intensificação da profilaxia para recém-nascidos considerados de alto risco para TV. Anteriormente, o esquema padrão era a zidovudina (AZT) isolada ou em combinação dupla. Com a atualização, para RNs de mães com carga viral detectável (>1000 cópias/mL) no terceiro trimestre ou próximo ao parto, ou que não fizeram uso adequado da terapia antirretroviral durante a gestação, o esquema de profilaxia passou a ser tríplice: zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL), administrados por 28 dias. Para os residentes, é crucial estar atualizado com essas diretrizes, pois a correta identificação do risco e a aplicação do esquema profilático adequado são determinantes para a prevenção da infecção pelo HIV no recém-nascido. Além da profilaxia medicamentosa, outras medidas importantes incluem a supressão da amamentação, o acompanhamento sorológico do RN e a garantia de acesso à terapia antirretroviral para a gestante durante todo o pré-natal.

Perguntas Frequentes

Quando o recém-nascido exposto ao HIV é considerado de alto risco para transmissão vertical?

O RN é considerado de alto risco quando a mãe apresenta carga viral detectável (>1000 cópias/mL) no terceiro trimestre ou próximo ao parto, ou quando não fez uso adequado de antirretrovirais durante a gestação.

Qual o esquema de antirretrovirais recomendado para RNs de alto risco de transmissão vertical do HIV?

Para RNs de alto risco, o Ministério da Saúde recomenda o esquema tríplice: zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL), administrados por 28 dias.

Quais as principais medidas para reduzir a transmissão vertical do HIV durante a gestação e parto?

As principais medidas incluem o uso de terapia antirretroviral combinada pela gestante, parto cesariana eletiva se a carga viral for detectável, uso de zidovudina injetável no periparto e profilaxia antirretroviral para o recém-nascido.

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