Manejo do Parto e Profilaxia Neonatal no HIV

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Fabiana, 29 anos, secundigesta com parto vaginal prévio, encontra-se com 39 semanas de gestação em trabalho de parto espontâneo. Apresenta dinâmica uterina de 3 contrações de 40 segundos em 10 minutos, dilatação cervical de 4 cm e polo cefálico em plano 0 de De Lee, com membranas íntegras. O diagnóstico de infecção pelo HIV foi realizado tardiamente, com 30 semanas de gestação, tendo iniciado imediatamente o esquema antirretroviral com tenofovir, lamivudina e dolutegravir. O último exame de carga viral, coletado com 37 semanas, revelou 150 cópias/mL (Log 2,17). Diante do cenário apresentado, qual é a conduta mais adequada para o manejo do parto e para a profilaxia do recém-nascido?

Alternativas

  1. A) Indicação de parto por via vaginal; administração de zidovudina (AZT) intravenosa para a mãe; profilaxia neonatal com zidovudina, lamivudina e nevirapina.
  2. B) Indicação de parto por via cesariana eletiva; administração de zidovudina (AZT) intravenosa para a mãe; profilaxia neonatal apenas com zidovudina.
  3. C) Indicação de parto por via cesariana eletiva; não há necessidade de zidovudina (AZT) intravenosa para a mãe; profilaxia neonatal com zidovudina, lamivudina e nevirapina.
  4. D) Indicação de parto por via vaginal; não há necessidade de zidovudina (AZT) intravenosa para a mãe; profilaxia neonatal apenas com zidovudina.

Pérola Clínica

CV ≥ 100 ou desconhecida na 28ª sem → AZT IV no parto + Tripla terapia (AZT/3TC/NVP) para o RN.

Resumo-Chave

Gestantes com carga viral detectável (>100 cópias/mL) no terceiro trimestre exigem zidovudina intravenosa durante o parto e o recém-nascido deve receber profilaxia com três antirretrovirais.

Contexto Educacional

O manejo da gestante vivendo com HIV foca na redução da transmissão vertical para níveis inferiores a 1-2%. A escolha da via de parto depende estritamente da carga viral (CV) aferida a partir da 28ª semana. Pacientes com CV indetectável podem seguir conduta obstétrica de rotina. No caso apresentado, a CV de 150 cópias/mL (detectável, porém < 1.000) permite o parto vaginal, mas exige o uso de AZT injetável devido à viremia residual. Para o recém-nascido, a classificação de risco define a profilaxia. O alto risco é configurado por CV detectável no último trimestre ou falta de adesão/tratamento adequado. Nesses casos, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda a terapia combinada (AZT + 3TC + NVP) para ampliar a proteção contra a transmissão periparto.

Perguntas Frequentes

Quando o parto vaginal é indicado na gestante HIV+?

O parto vaginal pode ser indicado se a gestante estiver com carga viral indetectável ou < 1.000 cópias/mL após a 28ª semana de gestação e apresentar condições obstétricas favoráveis. Se a CV for ≥ 1.000 ou desconhecida, a indicação é de cesariana eletiva às 38 semanas.

Quando usar AZT intravenoso no parto?

A zidovudina (AZT) intravenosa deve ser administrada em todas as gestantes cuja carga viral seja ≥ 100 cópias/mL (ou desconhecida) no terceiro trimestre. Se a CV for indetectável (< 50-100 cópias/mL), o AZT IV pode ser dispensado.

Qual a profilaxia para o recém-nascido de alto risco?

Para recém-nascidos de mães que não fizeram pré-natal, iniciaram TARV tardiamente ou têm CV detectável no 3º trimestre, a profilaxia é feita com esquema tríplice: Zidovudina (AZT) + Lamivudina (3TC) + Nevirapina (NVP) por 28 dias.

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