UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Mulher apresenta lindoadenomegalia há uma semana com sorologia anti-HIV reagente. É mãe de uma criança de 4 meses e durante toda a gestação teve sorologias normais. Seguindo o atual protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em crianças e adolescentes, a conduta em relação a orientação para o filho de 4 meses é
Mãe HIV+ com diagnóstico pós-parto → suspender amamentação IMEDIATAMENTE + profilaxia pós-exposição para o lactente.
Em caso de diagnóstico de HIV na mãe após o parto, a amamentação deve ser suspensa imediatamente devido ao risco de transmissão vertical. O lactente deve receber profilaxia pós-exposição (PEP) e ter a carga viral monitorada para diagnóstico precoce.
A transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho, é um dos principais desafios na saúde pública, e a amamentação representa uma via significativa de transmissão pós-natal. No Brasil, o protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em crianças e adolescentes preconiza a contraindicação absoluta da amamentação para mães soropositivas, mesmo aquelas em tratamento antirretroviral e com carga viral indetectável, devido ao risco residual de transmissão. Quando uma mãe é diagnosticada com HIV após o parto e já amamentou seu filho, a conduta deve ser imediata e enérgica. A primeira medida é a suspensão imediata da amamentação para cessar a exposição. Em seguida, o lactente deve ser avaliado para iniciar a profilaxia pós-exposição (PEP) com antirretrovirais, o mais rápido possível, a fim de reduzir o risco de infecção. A duração da PEP e o esquema medicamentoso são definidos conforme o protocolo. Paralelamente à PEP, é fundamental realizar o diagnóstico do HIV na criança. A carga viral do HIV (PCR para DNA ou RNA viral) é o exame de escolha para o diagnóstico em lactentes expostos, pois os anticorpos maternos podem permanecer no sangue da criança por até 18 meses, tornando o anti-HIV inespecífico nesse período. O monitoramento da criança exposta deve ser rigoroso, com exames periódicos para confirmar ou excluir a infecção.
A amamentação é contraindicada para mães com HIV, mesmo que estejam em tratamento antirretroviral e com carga viral indetectável, devido ao risco de transmissão vertical do vírus.
A amamentação deve ser suspensa imediatamente. O lactente deve iniciar profilaxia pós-exposição (PEP) com antirretrovirais e ser submetido a exames para diagnóstico de HIV, como a carga viral, o mais breve possível.
A profilaxia pós-exposição (PEP) com antirretrovirais visa reduzir significativamente o risco de infecção pelo HIV no lactente que foi exposto ao vírus, seja intraútero, durante o parto ou pela amamentação.
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