SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
As estratégias para profilaxia da transmissão vertical do HIV baseiam-se no fato de a transmissão do HIV na criança ocorrer, em sua maioria, no período periparto (75%), podendo acontecer também durante a gestação em 25% (sobretudo no 3º trimestre). I - Crianças nascidas de mães HIV positivas devem receber profilaxia com zidovudina nas primeiras 4 a 6 semanas de vida, independentemente da via de parto. PORQUE II - A transmissão vertical do HIV pode ocorrer durante a gestação, o parto ou a amamentação. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Profilaxia neonatal HIV com Zidovudina: esquema depende da carga viral materna e via de parto.
A profilaxia neonatal para HIV com zidovudina é padrão, mas a afirmação de que é "independentemente da via de parto" é falsa. A via de parto (vaginal ou cesariana) e a carga viral materna influenciam o esquema completo de profilaxia, que pode incluir outros antirretrovirais além da zidovudina em casos de alto risco. A transmissão vertical ocorre na gestação, parto e amamentação.
A transmissão vertical (TV) do HIV, também conhecida como transmissão materno-infantil, é um desafio significativo na saúde pública, mas com estratégias de profilaxia eficazes, suas taxas podem ser drasticamente reduzidas. A transmissão pode ocorrer em três momentos principais: durante a gestação (intrauterina), no trabalho de parto e parto (periparto, o mais frequente) e através da amamentação. As estratégias de prevenção baseiam-se na terapia antirretroviral (TARV) para a gestante, que visa reduzir a carga viral materna a níveis indetectáveis, e na profilaxia para o recém-nascido. A zidovudina (AZT) é o pilar da profilaxia neonatal, administrada por 4 a 6 semanas. No entanto, o esquema completo de profilaxia para o recém-nascido pode variar, incluindo outros antirretrovirais, dependendo da carga viral materna no terceiro trimestre e da via de parto. A via de parto é um fator crucial: cesariana eletiva é indicada para gestantes com carga viral > 1000 cópias/mL ou desconhecida próximo ao termo, a fim de minimizar a exposição do feto ao sangue e secreções maternas. A amamentação é contraindicada em países com acesso a substitutos do leite materno, devido ao risco de transmissão pós-natal. O acompanhamento rigoroso da gestante e do recém-nascido é essencial para o sucesso da profilaxia.
A transmissão vertical do HIV pode ocorrer durante a gestação (principalmente no terceiro trimestre), durante o trabalho de parto e parto (período periparto, que é o mais comum) e através da amamentação.
A zidovudina é a base da profilaxia, sendo administrada à gestante durante a gestação e parto, e ao recém-nascido nas primeiras 4 a 6 semanas de vida. Ela reduz significativamente a replicação viral e a chance de transmissão.
A amamentação é formalmente contraindicada para mães HIV positivas em países onde há acesso a fórmulas infantis seguras e gratuitas, como no Brasil, devido ao risco de transmissão do vírus pelo leite materno.
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