FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Gestante de 20 anos, O+, G1/P1/A0, não realizou pré-natal. Chegou à maternidade em trabalho de parto ativo, com teste rápido positivo para HIV na admissão. Realizado parto cesáreo com bolsa rota no ato, com recém-nascido de 38 semanas de idade gestacional, peso de nascimento 2970g, AIG, APGAR 8/9. Foi administrada zidovudina intravenosa à parturiente até o momento do clampeamento do cordão umbilical que ocorreu de forma precoce. O pediatra da sala de parto realizou adequadamente os cuidados recomendados para o recém- nascido. Classifique o risco de transmissão vertical do HIV e identifique a quimioprofilaxia oral adequada para o recém- nascido.
RN de mãe HIV+ sem pré-natal/profilaxia adequada → Alto risco de TV, quimioprofilaxia com Zidovudina + Lamivudina + Raltegravir.
Recém-nascidos de mães HIV-positivas que não realizaram pré-natal ou receberam profilaxia antirretroviral incompleta durante a gestação são considerados de alto risco para transmissão vertical. Nesses casos, a quimioprofilaxia do RN deve ser intensificada com um esquema de três drogas, como zidovudina, lamivudina e raltegravir.
A transmissão vertical (TV) do HIV, embora tenha diminuído drasticamente com a profilaxia adequada, ainda representa um desafio significativo, especialmente em cenários de pré-natal inadequado ou ausente. O residente deve estar apto a classificar o risco de TV e a instituir a quimioprofilaxia correta para o recém-nascido, visando prevenir a infecção. A classificação de risco de TV é fundamental. Recém-nascidos de mães que não fizeram pré-natal, que não receberam terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação, ou que apresentaram carga viral elevada no momento do parto, são considerados de alto risco. Nesses casos, a profilaxia do recém-nascido deve ser mais agressiva. Para recém-nascidos de alto risco, a quimioprofilaxia oral recomendada é um esquema de três drogas, geralmente zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL), iniciada o mais rápido possível (idealmente nas primeiras 4 horas de vida) e mantida por 4 semanas. Além da profilaxia medicamentosa, é crucial orientar a não amamentação e garantir o acompanhamento pediátrico especializado para o diagnóstico precoce da infecção e manejo de possíveis complicações.
Um recém-nascido é classificado como alto risco para transmissão vertical do HIV quando a mãe não realizou pré-natal, não recebeu profilaxia antirretroviral durante a gestação, ou quando a carga viral materna é desconhecida ou elevada (>1000 cópias/mL) próximo ao parto, ou em casos de ruptura prolongada de membranas.
Para recém-nascidos de alto risco, o esquema de quimioprofilaxia oral recomendado é a terapia tripla, que inclui zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL). Este esquema é iniciado o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 4 horas de vida, e mantido por 4 semanas.
Além da quimioprofilaxia antirretroviral, o recém-nascido exposto ao HIV deve receber profilaxia para Pneumocystis jirovecii (com sulfametoxazol-trimetoprim) a partir de 4-6 semanas de vida, não deve ser amamentado e deve ter acompanhamento pediátrico especializado com exames para diagnóstico de infecção pelo HIV.
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