FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Recém-nascido a termo, 38 semanas e 5 dias de idade gestacional, nasceu de parto vaginal com Apgar 9/9. Mãe HIV positivo, fez pré-natal adequado, com terapia antirretroviral adequada e carga viral indetectável com 28 semanas de gestação. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA.
RN de mãe HIV+ com CV indetectável: parto vaginal possível, 1ª CV RN logo após nascimento, inibição lactação sempre indicada.
Mesmo com carga viral indetectável, o recém-nascido de mãe HIV positivo ainda requer acompanhamento e profilaxia. A primeira coleta de carga viral para HIV no RN deve ser realizada logo após o nascimento (nas primeiras 48 horas) para detectar infecção precoce. O parto vaginal pode ser considerado com carga viral indetectável, mas a amamentação é contraindicada devido ao risco residual de transmissão.
A transmissão vertical do HIV (TV-HIV) é a principal via de infecção em crianças e ocorre durante a gestação, parto ou amamentação. Graças aos avanços na terapia antirretroviral (TARV) e no manejo obstétrico, a taxa de TV-HIV foi drasticamente reduzida. O pré-natal adequado e a adesão à TARV pela gestante são pilares fundamentais na prevenção. Este é um tópico de grande relevância para residentes em pediatria, ginecologia e obstetrícia, e infectologia. Para gestantes HIV positivas com carga viral indetectável (abaixo de 1.000 cópias/mL) a partir da 34ª semana de gestação, o parto vaginal pode ser considerado, desde que não haja outras indicações obstétricas para cesariana. No entanto, o recém-nascido de mãe HIV positivo, independentemente da carga viral materna, deve receber profilaxia antirretroviral e ser submetido a exames para diagnóstico de HIV. A primeira coleta de carga viral para HIV no recém-nascido deve ser realizada logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida, para identificar precocemente a infecção. O diagnóstico de HIV em lactentes é complexo devido à presença de anticorpos IgG maternos que atravessam a placenta, podendo gerar resultados falso-positivos em testes sorológicos até os 18 meses de idade. Por isso, são utilizados testes virológicos diretos (carga viral ou DNA pró-viral). A persistência de anticorpos IgG anti-HIV após 18 meses de vida, na ausência de testes virológicos positivos, é que indica infecção vertical. A amamentação é contraindicada em todas as mães HIV positivas, mesmo com carga viral indetectável, devido ao risco residual de transmissão pelo leite materno, sendo a inibição da lactação e o uso de fórmula infantil a conduta padrão.
O parto vaginal pode ser permitido para gestantes HIV positivas que fizeram pré-natal adequado, utilizaram terapia antirretroviral combinada e apresentam carga viral indetectável (inferior a 1.000 cópias/mL) a partir da 34ª semana de gestação, sem outras contraindicações obstétricas.
A primeira coleta de carga viral para HIV no recém-nascido, idealmente nas primeiras 48 horas de vida, é crucial para o diagnóstico precoce da infecção vertical. Um resultado positivo indica infecção intrauterina ou intraparto, permitindo o início imediato do tratamento e melhorando o prognóstico.
A amamentação é contraindicada em mães HIV positivas devido ao risco, mesmo que baixo, de transmissão do vírus pelo leite materno. A recomendação é a inibição da lactação e o uso de fórmula infantil para o recém-nascido, garantindo a segurança e prevenindo a transmissão pós-natal.
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