SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2023
Maria Isabel, 32 anos, é uma mulher vivendo com HIV que está grávida. Ela acompanha há 2 anos com o médico de família e comunidade Roberto e na consulta ela pergunta sobre quais são os cuidados para ter um parto normal e evitar transmitir HIV para o bebê. Assinale a alternativa correta sobre qual a orientação adequada que o médico Roberto deve informá-la:
Gestante HIV: Carga viral < 1.000 cópias/mL com 34 semanas → Parto vaginal seguro, cesariana apenas por outras indicações.
Para gestantes com HIV, a via de parto é determinada pela carga viral próxima ao termo. Se a carga viral for inferior a 1.000 cópias/mL a partir de 34 semanas de gestação, o parto vaginal é considerado seguro, pois o risco de transmissão vertical é minimizado. A cesariana eletiva é reservada para cargas virais mais elevadas ou outras indicações obstétricas.
A gestação em mulheres vivendo com HIV exige um manejo cuidadoso para prevenir a transmissão vertical (TV) do vírus para o bebê. A TV pode ocorrer durante a gestação, no parto ou através da amamentação. Graças aos avanços na terapia antirretroviral (TARV) e no manejo obstétrico, as taxas de TV foram drasticamente reduzidas, tornando possível que mulheres com HIV tenham filhos soronegativos. O pilar da prevenção da TV é a TARV eficaz, que visa suprimir a carga viral materna a níveis indetectáveis. A decisão sobre a via de parto é um componente crítico desse manejo. As diretrizes atuais recomendam o parto vaginal para gestantes com carga viral de HIV inferior a 1.000 cópias/mL a partir de 34 semanas de gestação, pois o risco de TV é considerado baixo. Nesses casos, a cesariana é realizada apenas se houver outras indicações obstétricas. Por outro lado, se a carga viral for igual ou superior a 1.000 cópias/mL, ou se for desconhecida, a cesariana eletiva é recomendada para reduzir o risco de exposição do feto ao sangue e secreções maternas durante o parto. Além disso, a profilaxia antirretroviral para o recém-nascido e a contraindicação da amamentação são medidas essenciais pós-parto. O acompanhamento multidisciplinar e a adesão ao tratamento são fundamentais para garantir o melhor desfecho materno-infantil.
O principal fator para decidir a via de parto em gestantes com HIV é a carga viral materna. Se a carga viral for menor que 1.000 cópias/mL a partir de 34 semanas de gestação, o parto vaginal é considerado seguro e preferível, minimizando o risco de transmissão vertical.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes com HIV quando a carga viral é igual ou superior a 1.000 cópias/mL a partir de 34 semanas de gestação, ou quando a carga viral é desconhecida ou não foi realizada. Nesses casos, a cesariana reduz significativamente o risco de transmissão vertical.
Além da escolha da via de parto, outras medidas cruciais incluem o uso de terapia antirretroviral (TARV) combinada durante toda a gestação, parto e puerpério, quimioprofilaxia para o recém-nascido e a não amamentação. O acompanhamento pré-natal rigoroso é fundamental para o sucesso dessas estratégias.
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