HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2016
Com o objetivo de analisar fatores associados à transmissão vertical do HIV, foi conduzido um estudo envolvendo 252 filhos de gestantes soropositivas, atendidas na rede pública de Goiânia, entre 1999 e 2005. Resultados parciais são apresentados na tabela a seguir: Os dados da tabela indicam que:
Transmissão vertical HIV → Parto vaginal e aleitamento materno aumentam risco de infecção.
A transmissão vertical do HIV pode ocorrer durante a gestação, parto ou aleitamento. O parto vaginal aumenta o risco de exposição do neonato ao sangue e secreções maternas, enquanto o aleitamento materno é uma via conhecida de transmissão pós-natal, sendo contraindicado para mães soropositivas em países com acesso a fórmulas.
A transmissão vertical do HIV, também conhecida como transmissão materno-infantil, representa a principal via de infecção pelo HIV em crianças. É um desafio significativo de saúde pública, mas com intervenções adequadas, a taxa de transmissão pode ser drasticamente reduzida. Os fatores de risco para essa transmissão são múltiplos e incluem a carga viral materna, o uso de terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação, o tipo de parto e a prática do aleitamento materno. O manejo da gestante soropositiva envolve o início precoce da TARV, que reduz a carga viral e, consequentemente, o risco de transmissão. A escolha do tipo de parto é crucial: a cesariana eletiva é indicada para gestantes com carga viral elevada ou desconhecida próximo ao parto, minimizando a exposição do bebê. O parto vaginal pode ser considerado para gestantes com carga viral indetectável. Após o nascimento, a profilaxia antirretroviral para o recém-nascido é essencial. Além disso, o aleitamento materno é contraindicado para mães soropositivas em países que podem fornecer substitutos do leite materno de forma segura e acessível, devido ao risco de transmissão pós-natal. A educação e o acompanhamento contínuo são pilares para a prevenção eficaz da transmissão vertical do HIV.
A transmissão vertical do HIV pode ocorrer durante a gestação (transplacentária), no parto (contato com sangue e secreções cervicovaginais) e no pós-parto, através do aleitamento materno.
O parto vaginal aumenta o risco de transmissão do HIV devido à maior exposição do recém-nascido ao sangue e secreções genitais maternas durante a passagem pelo canal de parto. A cesariana eletiva, em condições específicas, é preferível para reduzir esse risco.
O aleitamento materno é contraindicado para mães soropositivas em locais onde há acesso seguro a fórmulas infantis, pois o vírus pode ser transmitido pelo leite materno. A supressão da lactação é uma medida importante na prevenção da transmissão vertical.
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