ENARE/ENAMED — Prova 2023
Uma gestante de 18 anos, G1, que não realizou pré-natal, com aproximadamente 38 semanas de idade gestacional, calculada pela data da última menstruação, chega à maternidade em trabalho de parto, com 3 contrações em 10 minutos e toque vaginal colo esvaecido com 6 cm de dilatação. Nesse caso, visando reduzir os riscos de transmissão vertical do HIV, é correto afirmar que
Gestante sem pré-natal, HIV status desconhecido → Teste rápido na admissão + AZT IV se positivo.
Em gestantes sem pré-natal e status HIV desconhecido, o teste rápido na admissão é crucial. Se positivo, a infusão de AZT intravenoso deve ser iniciada imediatamente para reduzir a transmissão vertical, mesmo em trabalho de parto avançado. A via de parto é definida por critérios obstétricos e carga viral.
A transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho, é um dos principais desafios na saúde pública, mas é amplamente prevenível com as intervenções adequadas. O pré-natal é a janela de oportunidade ideal para o diagnóstico e início da terapia antirretroviral. No entanto, em gestantes que chegam ao trabalho de parto sem acompanhamento pré-natal e com status sorológico desconhecido para o HIV, a abordagem deve ser rápida e eficaz. Nesses casos, a primeira e mais importante medida é a realização imediata do teste rápido para HIV na admissão. Se o resultado for positivo, a profilaxia com zidovudina (AZT) intravenosa deve ser iniciada sem demora, independentemente do estágio do trabalho de parto, para reduzir a carga viral materna e a exposição fetal ao vírus durante o parto. A decisão sobre a via de parto (vaginal ou cesariana) dependerá da carga viral materna (se disponível) e das condições obstétricas. Em geral, se a carga viral for desconhecida ou > 1.000 cópias/mL, a cesariana eletiva é recomendada. Além disso, após o nascimento, o recém-nascido deve receber profilaxia antirretroviral e a amamentação deve ser contraindicada, sendo substituída por fórmula infantil.
O teste rápido permite identificar gestantes HIV positivas que não realizaram pré-natal, possibilitando a instituição imediata de medidas profiláticas (como AZT intraparto) para reduzir o risco de transmissão vertical.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes HIV positivas com carga viral > 1.000 cópias/mL ou desconhecida após 34 semanas, para reduzir o risco de transmissão vertical. Se a carga viral for indetectável, o parto vaginal pode ser considerado.
As medidas incluem terapia antirretroviral durante a gestação, profilaxia intraparto com AZT, escolha da via de parto adequada (cesariana se alta carga viral) e supressão da amamentação, substituindo-a por fórmula infantil.
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