HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
No Brasil, o Ministério da Saúde não recomenda que mães HIV amamentem. Analisando a Transmissão materna podemos afirmar que:
HIV: sem TARV, risco transmissão vertical ~40-55%; amamentação contraindicada no Brasil.
A transmissão vertical do HIV pode ocorrer durante a gestação, parto e amamentação. Sem tratamento antirretroviral, o risco de transmissão é significativamente alto, justificando a contraindicação da amamentação no Brasil e a importância da TARV durante a gravidez e parto.
A transmissão vertical do HIV, ou transmissão materno-infantil, é um dos principais desafios na saúde pública, sendo a principal via de infecção por HIV em crianças. No Brasil, o Ministério da Saúde não recomenda que mães vivendo com HIV amamentem, devido ao risco de transmissão do vírus pelo leite materno, mesmo em pacientes com carga viral indetectável, e à disponibilidade de fórmulas infantis. A transmissão pode ocorrer em três momentos: durante a gestação (via transplacentária), no trabalho de parto e parto (contato com sangue e secreções cervicovaginais) e no pós-parto (pelo aleitamento materno). Sem qualquer intervenção, o risco de transmissão vertical pode variar de 15% a 45%, com algumas fontes indicando até 55%, dependendo da carga viral materna e outros fatores. A prevenção da transmissão vertical é uma prioridade e envolve o diagnóstico precoce do HIV na gestação, o início imediato da terapia antirretroviral (TARV) para a gestante, a profilaxia antirretroviral para o recém-nascido e a supressão da lactação. Com todas as medidas profiláticas adequadas, a taxa de transmissão vertical pode ser reduzida para menos de 1%. Residentes devem estar aptos a orientar gestantes HIV positivas sobre as medidas preventivas e a importância da adesão ao tratamento.
A transmissão vertical do HIV pode ocorrer durante a gestação (transplacentária), no trabalho de parto e parto (contato com sangue e secreções vaginais) e através do aleitamento materno.
A TARV durante a gestação é fundamental para reduzir drasticamente a carga viral materna, diminuindo significativamente o risco de transmissão do HIV para o bebê, tanto intraútero quanto no parto.
A amamentação é contraindicada no Brasil devido ao risco de transmissão do HIV pelo leite materno, mesmo com carga viral indetectável, e pela disponibilidade de fórmulas infantis seguras e gratuitas.
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