HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
R.D.B., 35 anos, GIV PII 2N AI, IG 34 semanas, HIV positivo, com carga viral 700 cópias/ml, CD4: 400, em uso de TARV, deu entrada no PSO com queixa de perda de líquido há 30 minutos. Alega dor tipo contração uterina. Ao toque vaginal: colo uterino de 7 cm, médio, posterior, apresentação cefálica, DU 3/10”/40”. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
Gestante HIV+ com TPP e RPM, CV >50 cópias/ml → AZT EV + Ampicilina EV (profilaxia GBS).
Em gestantes HIV positivas com trabalho de parto prematuro e rotura prematura de membranas, a prioridade é a profilaxia da transmissão vertical do HIV com Zidovudina intravenosa (especialmente com carga viral > 50 cópias/ml) e a profilaxia de infecção neonatal por Streptococcus agalactiae (GBS) com Ampicilina intravenosa.
O manejo da gestante HIV positiva em trabalho de parto, especialmente em situações de prematuridade e rotura prematura de membranas (RPM), exige uma abordagem multidisciplinar e rápida para minimizar o risco de transmissão vertical do HIV e outras complicações neonatais. A profilaxia da transmissão vertical (PTV) do HIV é um pilar fundamental, e a Zidovudina (AZT) intravenosa desempenha um papel crucial. Se a carga viral da gestante for maior que 50 cópias/ml ou desconhecida no momento do parto, a administração de AZT EV é imperativa, independentemente de a paciente já estar em terapia antirretroviral (TARV). Além da PTV do HIV, a rotura prematura de membranas, especialmente em gestações prematuras, aumenta o risco de infecção neonatal, sendo o Streptococcus agalactiae (GBS) o principal patógeno. Portanto, a profilaxia antibiótica intraparto com Ampicilina intravenosa é indicada para gestantes com RPM, especialmente se houver fatores de risco como prematuridade, tempo de rotura >18 horas ou cultura positiva para GBS. A combinação de AZT EV e Ampicilina EV aborda os dois riscos mais prementes para o recém-nascido neste cenário. Outras considerações incluem a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal se a idade gestacional permitir (geralmente entre 24 e 34 semanas) e, em casos de prematuridade extrema, a neuroproteção com sulfato de magnésio. A decisão sobre a via de parto (vaginal ou cesariana) é influenciada pela carga viral do HIV e pelo progresso do trabalho de parto. Com uma dilatação cervical de 7 cm, o trabalho de parto está avançado, e o foco principal passa a ser a proteção do neonato através das profilaxias adequadas.
A Zidovudina intravenosa é indicada para gestantes HIV positivas durante o trabalho de parto quando a carga viral for maior que 50 cópias/ml ou desconhecida, mesmo que a paciente já esteja em terapia antirretroviral (TARV), para reduzir o risco de transmissão vertical.
A Ampicilina intravenosa é crucial para a profilaxia da infecção neonatal por Streptococcus agalactiae (GBS), especialmente em casos de rotura prematura de membranas (RPM) com mais de 18 horas, prematuridade, febre intraparto ou cultura positiva para GBS.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes HIV positivas com carga viral acima de 1000 cópias/ml ou desconhecida no final da gestação, para reduzir o risco de transmissão vertical. Se a carga viral for <1000 cópias/ml, o parto vaginal pode ser considerado, com AZT EV.
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