CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Paciente Gesta I para O, 30º semana, sorologia anti-HIV positiva. Iniciado terapia antirretroviral - TARV (zidovudina+lamivudina+lopinavir/ritonavir) na 20º semana sem intercorrências. Assinale a conduta mais adequada e sua justificativa.
Gestante HIV+ com TARV adequada → Cesárea eletiva na 38ª sem + Zidovudina EV.
A prevenção da transmissão vertical do HIV é prioritária. A cesárea eletiva na 38ª semana de gestação, associada à administração de zidovudina parenteral para a mãe antes e durante o procedimento, é a conduta padrão para gestantes HIV positivas com carga viral detectável ou desconhecida, ou que não fizeram TARV adequada, visando reduzir o risco de transmissão ao recém-nascido.
A gestação em mulheres HIV positivas exige um manejo cuidadoso e multidisciplinar, com o objetivo primordial de prevenir a transmissão vertical (TV) do vírus para o recém-nascido, além de garantir a saúde materna. A Terapia Antirretroviral (TARV) é a principal estratégia para reduzir a carga viral materna e, consequentemente, o risco de TV, devendo ser iniciada o mais precocemente possível na gestação e mantida rigorosamente. A escolha da via de parto é um ponto crítico. Para gestantes com carga viral indetectável (geralmente <50 cópias/mL) a partir da 34ª semana de gestação, o parto vaginal pode ser considerado, desde que não haja outras indicações obstétricas para cesárea e que a bolsa amniótica não esteja rota por mais de 4 horas. No entanto, para gestantes com carga viral detectável (>1.000 cópias/mL), desconhecida, ou que não fizeram TARV adequada, a cesárea eletiva na 38ª semana é a conduta de escolha, pois reduz significativamente o risco de TV. Independentemente da via de parto, a administração de zidovudina (AZT) parenteral (intravenosa) para a mãe é uma medida profilática essencial, iniciada horas antes da cesárea ou durante o trabalho de parto. Após o nascimento, o recém-nascido também recebe profilaxia antirretroviral, e o aleitamento materno é contraindicado devido ao risco de transmissão pós-natal. O acompanhamento rigoroso da gestante e do recém-nascido é fundamental para o sucesso da prevenção da TV.
O principal objetivo da Terapia Antirretroviral (TARV) na gestante HIV positiva é reduzir a carga viral materna a níveis indetectáveis, minimizando assim o risco de transmissão vertical do HIV para o recém-nascido, além de preservar a saúde da mãe.
A cesárea eletiva é indicada para gestantes HIV positivas que apresentam carga viral detectável (geralmente >1.000 cópias/mL) próximo ao parto, ou quando a carga viral é desconhecida, ou em casos de falha terapêutica da TARV. Ela deve ser agendada para a 38ª semana de gestação, antes do início do trabalho de parto e da ruptura das membranas.
A zidovudina (AZT) parenteral (intravenosa) é administrada à mãe antes e durante a cesárea eletiva (ou durante o trabalho de parto, se a carga viral permitir o parto vaginal) para otimizar a profilaxia da transmissão vertical. Ela atravessa a placenta e atinge níveis terapêuticos no feto, protegendo-o da infecção.
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