UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Em atendimento na sala de parto de uma gestante a termo, com pré-natal completo, sorologias do segundo trimestre negativas, mas sem coletar exames no terceiro trimestre, solicita-se o teste rápido e o resultado para HIV vem positivo. Assinalar a alternativa que apresenta a conduta adequada em relação ao aleitamento materno desse bebê:
HIV positivo em gestante no parto (sem 3º tri) → Contraindicar amamentação e iniciar fórmula infantil.
Em caso de teste rápido de HIV positivo na sala de parto, sem sorologias recentes de terceiro trimestre, a conduta mais segura é contraindicar o aleitamento materno e iniciar fórmula infantil para prevenir a transmissão vertical do HIV, mesmo antes da confirmação por carga viral.
A transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho, é uma preocupação significativa na saúde pública. O pré-natal adequado, com testagem e tratamento antirretroviral, é fundamental para reduzir drasticamente essa transmissão. No entanto, situações como a apresentada, onde o diagnóstico de HIV ocorre no momento do parto (especialmente sem exames do terceiro trimestre), exigem uma conduta imediata e decisiva para proteger o recém-nascido. O leite materno é uma via conhecida de transmissão do HIV. Por isso, em países com acesso seguro à fórmula infantil e água potável, a recomendação é contraindicar o aleitamento materno para mães HIV positivas, independentemente da carga viral ou do início do tratamento. Esta medida visa eliminar completamente o risco de transmissão pós-natal. Além da contraindicação do aleitamento, o recém-nascido de mãe HIV positiva deve receber profilaxia antirretroviral pós-exposição, que varia conforme a carga viral materna e o regime de tratamento pré-natal. A combinação dessas estratégias é crucial para garantir que o bebê nasça e permaneça livre do vírus.
O aleitamento materno pode aumentar o risco de transmissão vertical do HIV em 10-20%, mesmo com carga viral indetectável, devido à presença do vírus no leite.
A fórmula infantil elimina o risco de transmissão do HIV pelo leite materno, sendo a estratégia mais segura para prevenir a infecção do recém-nascido em países onde o acesso à fórmula é garantido e seguro.
No pré-natal, são essenciais a contagem de linfócitos T CD4+, carga viral do HIV, genotipagem para resistência a antirretrovirais e sorologias para outras infecções sexualmente transmissíveis.
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