IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Em caso de gestante portadora de HIV com carga viral indetectável após 34 semanas de gestação, e que estejam em terapia antirretroviral com boa adesão são recomendados os seguintes cuidados na sala de parto para evitar a contaminação da criança, à exceção de um, assinale-o.
HIV gestante CV indetectável → NÃO realizar banho imediato RN.
Para gestantes com HIV e carga viral indetectável, o banho do recém-nascido deve ser postergado para após a estabilização térmica, como em qualquer RN, e não é um cuidado específico para evitar a transmissão vertical, ao contrário do clampeamento imediato do cordão e evitar aspiração gástrica desnecessária.
A prevenção da transmissão vertical (TV) do HIV é um dos maiores sucessos da medicina moderna, com taxas de TV reduzidas drasticamente através de intervenções eficazes. Para gestantes com HIV e carga viral indetectável (CV < 50 cópias/mL) após 34 semanas de gestação e boa adesão à terapia antirretroviral (TARV), o risco de TV é muito baixo, e o parto vaginal pode ser considerado. Os cuidados na sala de parto são cruciais para minimizar qualquer risco residual. O clampeamento imediato do cordão umbilical é recomendado para reduzir a exposição do RN ao sangue materno. Evitar procedimentos invasivos, como a aspiração de estômago de rotina, é importante para não causar microlesões que poderiam ser portas de entrada para o vírus. O parto empelicado, quando possível, também é uma medida que minimiza o contato do RN com fluidos maternos. A exceção é o banho do recém-nascido. A recomendação atual é postergar o primeiro banho para após a estabilização térmica do bebê, independentemente do status HIV materno, para evitar hipotermia. O banho imediato não é uma medida específica para prevenir a TV do HIV e não deve ser priorizado em detrimento da estabilidade térmica do RN.
As medidas incluem o uso de terapia antirretroviral eficaz pela gestante, clampeamento imediato do cordão umbilical, evitar procedimentos invasivos (como amniotomia precoce, episiotomia de rotina, aspiração gástrica desnecessária) e, em alguns casos, parto cesariana eletiva.
O clampeamento imediato visa reduzir a exposição do recém-nascido ao sangue materno residual presente no cordão umbilical e na placenta, minimizando o risco de transmissão viral.
A aspiração de estômago deve ser evitada, a menos que clinicamente indicada, para prevenir lesões na mucosa que poderiam facilitar a entrada do vírus. Se necessária, deve ser feita delicadamente.
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