HIV na Gestação: Prevenção da Transmissão Vertical no Parto

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015

Enunciado

Das afirmativas abaixo, sobre a assistência ao parto da paciente HIV positivo, no intuito de reduzir a taxa de transmissão vertical: I) Pacientes com carga viral desconhecida ou maior que 1.000 cópias, aferida após 34 semanas de gestação, tem indicação de cesariana eletiva;II) Pacientes com carga viral indetectável podem parir de parto normal III) Recém-nascidos de mães com carga viral indetectável e utilizando corretamente à medicação antirretroviral tem a amamentação como opcional; IV) O parto empelicado é eficaz na redução da transmissão vertical; V) O ideal nas cesarianas eletivas é a administração de zidovudina (AZT) venosa nas 4 horas precedentes à cesariana;As assertivas INCORRETAS são:

Alternativas

  1. A) II e III
  2. B) I e II;
  3. C) I, II, IV,V
  4. D) I, III, IV;
  5. E) IV e V;

Pérola Clínica

Prevenção TV HIV: Cesariana se CV > 1000 cópias. AZT venoso 3h antes da cesariana. Amamentação contraindicada no Brasil. Parto empelicado NÃO reduz TV.

Resumo-Chave

As afirmativas IV (parto empelicado não é eficaz) e V (AZT venoso idealmente 3h antes da cesariana, não 4h) são incorretas. A amamentação é contraindicada no Brasil para mães HIV positivas, mesmo com carga viral indetectável, tornando a afirmativa III também incorreta segundo as diretrizes nacionais.

Contexto Educacional

A prevenção da transmissão vertical (TV) do HIV é um pilar fundamental na assistência à gestante HIV positiva, visando reduzir a taxa de infecção em recém-nascidos. As diretrizes atuais enfatizam uma abordagem multifacetada que inclui terapia antirretroviral combinada durante a gestação, escolha adequada da via de parto e profilaxia pós-exposição para o recém-nascido. A via de parto é determinada pela carga viral materna. Gestantes com carga viral desconhecida ou acima de 1.000 cópias/mL após 34 semanas de gestação têm indicação de cesariana eletiva. Para aquelas com carga viral indetectável (< 1.000 cópias/mL), o parto vaginal pode ser considerado, desde que não haja outras contraindicações obstétricas. A administração de zidovudina (AZT) venosa é crucial, devendo ser iniciada 3 horas antes da cesariana eletiva ou no início do trabalho de parto. É importante ressaltar que, no Brasil, a amamentação é formalmente contraindicada para mães HIV positivas, mesmo com carga viral indetectável, devido ao risco residual de transmissão do vírus pelo leite materno. O parto empelicado, embora seja um evento raro e interessante, não possui eficácia comprovada na redução da transmissão vertical do HIV e não deve ser considerado uma medida preventiva. A adesão rigorosa a essas diretrizes é essencial para alcançar a eliminação da transmissão vertical do HIV.

Perguntas Frequentes

Quando a cesariana é indicada para gestantes HIV positivas?

A cesariana eletiva é indicada para gestantes HIV positivas com carga viral desconhecida ou acima de 1.000 cópias/mL após 34 semanas de gestação, para reduzir o risco de transmissão vertical do vírus ao recém-nascido.

Qual o papel da zidovudina (AZT) na prevenção da transmissão vertical do HIV durante o parto?

A zidovudina venosa é administrada à gestante HIV positiva durante o trabalho de parto ou 3 horas antes da cesariana eletiva, e ao recém-nascido após o nascimento, como parte da profilaxia antirretroviral para reduzir a transmissão vertical.

A amamentação é segura para mães HIV positivas com carga viral indetectável?

No Brasil, a amamentação é contraindicada para mães HIV positivas, independentemente da carga viral, devido ao risco residual de transmissão do vírus pelo leite materno, sendo o uso de fórmula infantil a recomendação.

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