HIV e Gestação: Prevenção da Transmissão Vertical

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021

Enunciado

Sobre as estratégias para reduzir a transmissão vertical do HIV, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Pode optar-se pelo parto normal, independente da carga viral materna no último trimestre caso a mesma já esteja em uso de terapia antirretroviral há mais de um ano.
  2. B) Não clampear imediatamente o cordão após o nascimento, devendo-se fazer ordenha caso a mãe tenha recebido zidovudina injetável para assegurar circulação dessa medicação imediatamente no recém-nascido.
  3. C) Deve ser orientada a não amamentação, inibindo-se a lactação e introduzindo a fórmula láctea, podendo usar-se o leite humano pasteurizado proveniente de banco de leite humano em recém-nascido pré-termo ou de baixo peso.
  4. D) A zidovudina xarope deve ser instituída para o recém-nascido somente se o seu teste rápido for positivo.

Pérola Clínica

HIV materno → Não amamentar, inibir lactação, fórmula láctea; leite humano pasteurizado para RN pré-termo/baixo peso.

Resumo-Chave

A não amamentação é uma das principais estratégias para prevenir a transmissão vertical do HIV, sendo a fórmula láctea a alternativa recomendada. Em situações específicas, como para recém-nascidos pré-termo ou de baixo peso, o leite humano pasteurizado de banco de leite é uma opção segura e nutricionalmente superior.

Contexto Educacional

A prevenção da transmissão vertical (TV) do HIV é um pilar fundamental no controle da epidemia, visando reduzir a taxa de infecção em crianças. As estratégias envolvem o diagnóstico precoce da gestante, o uso de terapia antirretroviral (TARV) combinada durante a gravidez e parto, a escolha da via de parto adequada e a profilaxia pós-exposição do recém-nascido. A TARV deve ser iniciada o mais cedo possível na gestação. A via de parto é determinada pela carga viral materna no terceiro trimestre. Se a carga viral for indetectável (<50 cópias/mL) ou muito baixa (<1000 cópias/mL) e a gestante estiver em TARV há pelo menos 4 semanas, o parto vaginal pode ser considerado. Caso contrário, a cesariana eletiva é indicada para reduzir o risco de TV. O clampeamento do cordão umbilical deve ser imediato para minimizar a exposição do recém-nascido ao sangue materno. A não amamentação é uma medida crucial, pois o leite materno é uma via de transmissão do HIV. A lactação deve ser inibida, e o recém-nascido alimentado com fórmula láctea. Em situações específicas, como para prematuros ou bebês de baixo peso, o leite humano pasteurizado de banco de leite pode ser utilizado, desde que o banco siga rigorosos protocolos de segurança. A profilaxia com zidovudina xarope é iniciada para todos os recém-nascidos expostos ao HIV, independentemente do teste rápido neonatal.

Perguntas Frequentes

Por que a amamentação é contraindicada em mães com HIV?

A amamentação é contraindicada porque o vírus HIV pode ser transmitido através do leite materno, mesmo em mães com carga viral indetectável, representando um risco significativo de transmissão vertical.

Quais são as alternativas seguras para a alimentação do recém-nascido de mãe com HIV?

As alternativas seguras incluem a fórmula láctea infantil. Em casos de recém-nascidos pré-termo ou de baixo peso, o leite humano pasteurizado de banco de leite é uma opção preferencial, desde que disponível.

Qual o papel da zidovudina na prevenção da transmissão vertical do HIV?

A zidovudina (AZT) é fundamental na profilaxia da transmissão vertical, sendo administrada à gestante durante a gravidez e parto, e ao recém-nascido após o nascimento, para reduzir a replicação viral e o risco de infecção.

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